Memórias Draconianas

A Mina do Tesouro

Será o fim?

Sessão 12
Mestre: Cebola
Logger: Raposo
Presentes: Raposo, Balbi, Fernando, Bhering, Heitor e Pedrim.
Data: ????

Tarde do 16º dia, do segundo mês, do ano X

Todos entram na sala e se preparam para enfrentar as cobras de fogo. Leon se posta a frente da menor e Tuco prontamente atira uma flecha para mata-la de primeira. Etnos solta uma magia que faz a salamandra cair no chão rindo incontrolavelmente. Etnos se move para dentro do corredor atrás de Tuco que já estava lá. Jean solta uma magia de proteção que envolve seu corpo com uma fina capa de gelo. Após poucos e sucessivos ataques, a salamandra se recupera da magia do riso e parte para cima de Leon com sua lança. Erra o ataque por pouco graças a bela esquiva do guerreiro. Novos ataques se seguem, até que Etnos é perturbado por algo pontiagudo em seu flanco. Ao se virar, ele avista outra salamandra. Quase sem tempo para reagir, Etnos por reflexo solta uma magia que causa uma onda de som na sua frente, atingindo a salamandra e fazendo-a recuar um bom pedaço. Em seguida, ele entra correndo na sala gritando: “Outra salamandra no corredor!”. O som da magia é ouvido por todos e reverbera por dentro dos corredores ao redor da sala. Leon atinge a primeira salamandra com um forte golpe, mas ela se mantém inabalada. Pouco tempo depois a segunda salamandra sai de dentro do corredor ávida por carne humana. Ao avistar Jean, parte para o seu encontro e o acerta furiosamente. Protegido por sua magia, o braço da criatura é envolvido por gelo perfurante e a causa grande dano e incômodo. Jean rapidamente lança uma magia que cria três cópias ilusórias ao seu lado deixando seu oponente extremamente confuso. A salamandra que estava com Leon o ataca com muito vigor. Acerta a lança com as duas mãos no seu pescoço e o fere quase que mortalmente. Para surpresa de Leon, ela ainda o ataca com seu rabo, mas num último suspiro de energia, ele pula e escapa de cair desfalecido. Luthiel solta uma magia de cura em Leon, o que prolongará sua estadia neste mundo. Leon se movimenta defensivamente para tentar atrair a atenção das duas salamandras, mas a outra não lhe da bola. Seu alvo o ataca, mas não logra êxito. A outra salamandra ataca Jean, mas apenas acerta uma de suas cópias que se desfaz no ar. Tupã lança um martelo espiritual na salamandra ferida, e o dano é considerável ao ponto de deixa-la tonta. Luthiel lança uma magia do sono, que faz a salamandra ferida não resistir e cair no chão dormindo. Etnos que está observando a sala toda percebe que uma luz amarelada sai de dentro do túnel superior a esquerda. Prontamente avisa a todos. Não demora muito e mais 6 cobras de fogo menores saem de dentro do corredor. Luthiel toca sua flauta mágica e 5 das 6 cobras fogem com medo, assim como a salamandra que está com Jean. Ataques são desferidos na salamandra que foge, até que Iodrick lança uma flecha que a acerta em cheio e ela cai no chão sem vida. Todos atacam a cobra que tinha resistido a magia da flauta, e a finalizam rapidamente. As outras 5 fogem para dentro dos corredores. Não esquecendo da salamandra dormindo na sala, Tupã lança outro martelo espiritual nela e termina o serviço.

O grupo segue pelo corredor do meio por não ter sido de onde vieram as 6 cobras, e o que entraram apenas 2 das que estavam sobre o efeito do medo mágico. Ele desce por um bom tempo, e há barulho de gemidos vindo mais a frente. A descida continua o equivalente a dois andares. Tuco, sorrateiramente, chega para ver o que há na sala. É um corredor comprido que no final faz um L para a esquerda. Nas paredes há elfos, com as roupas rasgadas, sentados de costas para a parede e acorrentados com os braços para cima pelos punhos. Estão claramente torturados. Há por volta de 10 elfos presos. O corredor é iluminado por tochas. 3 Kobolds armados estão tomando conta dos elfos. Tuco percebe no fim da parte em L um brilho peculiar. Tuco retorna e descreve a cena para o grupo. Todos decidem entrar e surpreender os Kobolds. Tuco ataca o mais distante e erra alertando os outros. Etnos se posta na frente do que está mais perto e solta uma magia de proteção. Iodrick ataca também o mais distante e o mata no primeiro ataque. Após o fim da supresa, um dos inimigos pega um apito e o assopra com toda sua força. O som é estridente e alto. Tupã lança um martelo espiritual e mata o segundo. O que estava com Etnos foge e é atingido por ele com uma martelada fulminante e morre também. Ao ouvir o apito, as duas cobras que tinham fugido e estavam no fim do corredor aparecem, e vem em direção ao grupo. Etnos vai na direção delas e se posta em posição de defesa com um novo feitiço de proteção. Uma delas para para atacá-lo e o acerta. A outra vai em direção a Tuco, mas erra. Tuco se desvencilia dela e atira na que está com Etnos. Leon corre em direção da que está sozinha para proteger o grupo e deixá-la passível de ataques a distância. Jean manda um raio Eldrico na cobra de Etnos matando-a. Etnos vendo que a situação estava sob controle se move para ver o que há depois da curva no fim da sala. O corredor se estende longamente e não possui nenhuma fonte de luz. No meio dele há uma grade fechada. Após a grade, a direita, encontra-se uma série de 3 degraus que dá em uma porta. Ao fim do corredor, Etnos percebe uma luz avermelhada, porém não tem semelhança com a luz das cobras. Após uma série de novos ataques na última cobra, Luthiel finaliza o trabalho com uma flecha.

Apesar da bagunça, os elfos não percebem a presença do grupo pois muitos estão desacordados ou delirando. Dos 10, 2 já estão mortos. Luthiel percebe que a roupa dos elfos é a mesma dos corpos encontrados no chão da universidade. Alguns tentam encontrar as chaves das algemas nos corpos dos Kobolds, porém, sem sucesso. Tuco tenta abrir as algemas de um dos elfos com suas ferramentas e obtém êxito. Etnos vai verificar a grade do corredor e vê que está trancada por uma boa fechadura.

Depois de soltar e tentar se comunicar com os elfos delirantes, prestam o socorro que podem, mas não obtém nenhuma resposta de volta. Pelo visto os elfos estão além da salvação. Tuco percebe que em todos eles correm veias vermelhas pela pele, o que o faz lembrar rapidamente de Styx e sua jóia encrustrada em seu peito. Pelo visto há alguma correlação entre as duas coisas, porém Tuco mantém esse pensamento para si próprio, afinal ele não contou aos outros sobre o inusitado encontro dias atrás. Todos se preparam para descansar enquanto Tuco vai examinar a fechadura. Não demora muito e a porta após a grade abre, e o som de várias criaturinhas toma conta do lugar. Kobolds saem em uma enxurrada de dentro e ocupam o espaço atrás da grade gritando, batendo e balançando-a. Umas 20 criaturas de aglomeram tentando passar para o outro lado. Da mesma porta, uma criatura humanoide sai e também vai em direção a porta. Altura maior do que a de um humano normal, feições de lagarto e pele escamosa vermelha. Traja roupas finas e sem armaduras. Luthiel começa uma conversa que não vai muito bem e termina com uma frase de aviso da criatura:

- “Eu tenho uma sugestão para vocês, rendam-se”.

Tuco prontamente vira as costas e foge. Logo seguido pelos outros menos Jean que ainda tenta dialogar mas não obtém outra resposta que não outro pedido de rendição.

Voltando pelo corredor e antes de chegar a outra sala, percebe-se que ela está mais iluminada do que antes. Tuco olha e vê 3 salamandras e 10 cobras a espera do grupo. Luthiel mais uma vez toca a flauta do pavor. 2 salamandras e 4 cobras resistem a magia enquanto as outras fogem de medo mágico. Tuco e Leon fogem para o corredor que não está obstruido pelo corpo da salamandra morta anteriormente. Pelo mesmo corredor que eles vão, duas cobras com medo já haviam entrado antes. Etnos, Jean, Luthiel, Tupã e Iodrick vendo a situação não pensam muito e voltam para a sala dos elfos. 2 cobras e 1 salamandra vão atrás de Leon e Tuco. No corredor estreito só cabe um por vez. Uma das cobras que fugia a frente consegue resistir a magia e se vira para atacar Leon. As cobras que vem atrás atacam Tuco. Em poucos movimentos Leon consegue derrubar o seu inimigo, porém Tuco não tem a mesma sorte e sucumbe aos ataques das cobras de trás. Leon não vê alternativa senão continuar fugindo para frente. A perseguição continua. O corredor termina na sala visitada anteriormente e a cobra que ainda fugia de medo pelo visto já estava livre da magia pois esperava Leon com armas em punho. Leon se vendo cercado, sobe seu escudo para proteger a cabeça e o corpot e continua sua fuga desenfreada em direção a porta. A criatura o ataca enquanto ele passa, mas ele resiste e consegue fugir para fora da casa de Theodor. Uma chuva muito forte cai em toda universidade. As cobras ainda o perseguem, então Leon vai em direção a corda para descer a rocha e fugir para dentro do pátio e se perder entre os escombros. As cobras param na frente da porta da casa enquanto a chuva cai sobre seus corpos flamejantes. Uma nuvem de vapor sobe enquanto elas desistem da perseguição e voltam a entrar na casa.

Os outros que voltaram são recebidos pelo lagarto humanóide e ouvem novamente a proposta:

- “Então, se rendem?”

Relutantes porém vencidos, todos colocam as armas nos chãos e são direcionados até o fim do corredor enquanto são pilhados pelos kobolds. Ao chegar na sala com a iluminação avermelhada, ela se abre em um gigantesco vão. Uma vastidão enorme na forma de uma mina. O grupo se encontra em um plateau bem no alto, e olhando para baixo é como se fossem 5 andares e para cima mais 5. A vasta caverna é sustentada por pilares altíssimos e muito grossos. Embaixo muitos anões e apenas alguns elfos e goblins mineram incessantemente. Parece que fazem isso há muito tempo. Nas paredes é possível ver veios vermelhos brilhantes. Luthiel pergunta a criatura:

- “O que são esses veios que estão nas paredes?”
- “É o tesouro dos anões. Eles não sabiam guardar direito”.

O grupo percebe que ele usa dois colares com um objeto pendurado cada em um. Um contém um cinzel e o outro um marcador de livro. A criatura percebe que eles olham os itens e diz:

- “Ah isto? Estes já não servem mais de nada. Eles acharam que tinham escondido o tesouro mas não esperavam por isto – e aponta para os escravos – Essas chaves não tem mais uso algum. Por acaso era isto que estavam procurando?”.

E ali o grupo percebe que sua aventura chegou ao fim.

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