Memórias Draconianas

A Letra de Carta

15ª Sessão

Mestre: Fernando
Logger: Bruno/Heitor
Presentes: Heitor, Balbi, Cebola, Bruno, Raposo (dois último saíram mais cedo).

Nota: Este relato coincide, na primeira parte, com os eventos do post O gigante da colina.

Jogo: Após derrotar os dois gigantes da colina o grupo decide tentar chegar ao lar dos mesmos, pois pode haver mais gigantes (e suas posses). Dando a volta e descendo de volta na direção da ponte, Iodrick encontra rastros de mais três gigantes. Jean fica para guardar a passagem, enquanto Iodrick e Tuco seguem a frente como batedores, furtivamente, até encontrarem os três gigantes, um macho e duas fêmeas (a revelação de Iodrick que estas eram fêmeas espanta bastante a Tuco) que, por sua vez, tinham acabado de encontrar os corpos dos dois gigantes mortos.

Iodrick aparece e provoca os gigantes, atraindo-os na direção do restante do grupo enquanto usa suas habilidades superiores de arqueirismo para já alvejá-los. Quando estes conseguem atacar o macho já está gravemente ferido; devido a esta vantagem o combate corre com poucos problemas para os heróis, e os poucos feridos não ficam em situação grave. Iodrick, que entende o gigantês, compreende também que se tratava de uma família (pai, mãe e filho), que não entende porque está sendo atacada; sua vingança para com os gigantes não lhe permite sentir nenhum remorso. Findo o combate eles localizam o lar das criaturas, onde encontram um baú com muitas moedas de ouro (12.000), com uma cunhagem atípica, mais afinada. Nenhum deles reconhece a origem destas peças, mas Luthiel inventa que elas são de um reino Hobgoblin muito distante, na corcova do Dragão.

Quando retornam ao local onde haviam deixado Jean, ele não se encontra. Iodrick localiza um rastro de outra criatura humanóide, de pegadas delicadas, que ele deduz teria encontrado o meio-elfo, conversado com ele e, após, caminhado junto a ele, até que as pegadas desaparecem.

Após isso, os heróis descansam e seguem jornada tranquilamente por mais sete (verificar pelos posts anteriores o tempo entre a fazenda e o ponto onde estavam) dias. Iodrick reparou que a terra está muito deserta, com apenas pequenas criaturas permanecendo e nenhum grande predador.

A dois dias a leste de Forte Emanuelle, uma das entradas de Turatan, o grupo cruza com uma patrulha de três elfos rangers (o que se designa por troika), liderada por Perez. Eles confirmam a impressão de que a região está mais deserta, e também imaginam que Roussef esteja mais ativa, procurando consolidar seu poder; também informam que os goblins estão fugindo para nordeste, ou seja, na direção de onde os heróis acabam de vir. Os heróis não revelam o que realmente tinham ido fazer; alegam, ao invés disto, ter escoltado Jean (o que, incidentalmente, aconteceu).

Dois dias após, passam pelo Forte Emanuelle – um forte especializado em defesa contra forças dracônicas – e, em mais quatro dias, afinal chegam de volta a Languedok. Leon e Tuco saem para vender os castiçais e a prataria, acompanhados de Iodrick e guiados por Luthiel (que conhece um pouco melhor a cidade) na parte mais antiga e rica da cidade. Luthiel recomenda que não tentem vender a comerciantes de profissão, que cobrarão pela avaliação, pois acredita que poderão encontrar facilmente compradores mais informais.

Eles entram na Taverna do Mercador, um ponto tradicional da região, construção antiga e grande. Avistam lá um grupo de 7 estranhas e belíssimas mulheres de cabelos coloridos; Luthiel explica que se tratam de dríades, e que manejam “navivos”, navios mágicos da marinha de Turatan, cujas quilhas são feitas de árvores de dríades. Leon põe os castiçais a mesa, para exibi-los; pouco depois um mercador se aproxima e o pergunta sobre eles. Após alguma negociação, ele oferece 26 peças pelo castiçal de Tuco e 84 pelos dois de Leon. Este também tenta negociar o “Livro da Guerra de Zed”, mas Luthiel o interrompe, mostrando interesse no livro e se comprometendo a, posteriormente, auxiliá-lo em sua pretensão de comprar um navio.

Tuco enturma-se com uma mesa de marinheiros (2 da marinha militar, 2 da marinha mercante e um mercador civil), que maldiz o serviço a bordo dos navivos, pois a dríade responsável pode magicamente saber tudo que se passa na embarcação. Ele ouve as conversas sobre navios, rotas etc. e Leon e Luthiel logo se aproximam também. Este começa a dizer de seu objetivo de adquirir um navio para caçar Borg e logo é direcionado a um comerciante que vendia um navio usado, o “Stella”. O dono quer vender sua embarcação por 6 mil peças de ouro, mas chega a oferecer por 5 mil; Luthiel se aproxima e se oferece a inteirar os 2 mil de Leon para o total de 4.

Iodrick, enquanto isso, aproxima-se da mesa das dríades perguntando sobre a moeda de ouro. Desprezado pela Almirante Minimix e pela Capitã Cila “Boing Boing”, ele cai nas graças da Imediata Emanuelle, que lhe chama para sentar-se a seu lado usando todo seu charme de fada. Ela lhe diz que é uma moeda Orc vinda da Baía do Ventos, muito distante, e que já deve ter passado por muitas mãos. Quando indagado, ele admite que a tirou de gigantes; nisto Tuco se intromete para elogiá-lo e acaba chamando a atenção da Capitã. Ele sabe da má-fama das dríades, que levam homens e desaparecem com eles (e Leon não cessa de gritar “primas das sereias!”), mas decide ignorar essas histórias e logo fica à vontade. Afinal Leon acaba caindo nas graças da Almirante e Luthiel na de outra. Sabendo dos desejos de Leon, Minimix rapidamente propõe providenciar uma letra de marca e vender um navio da força sob seu comando, de qualidade melhor que o “Stella”, a crédito (quer dizer, comprando-o em nome dela para que eles paguem posteriormente), por 9 mil peças, para que ele e seus amigos possam caçar Borg. Ela frisa que deveriam um favor a ela, que é um acordo que não gostariam de quebrar, ao que Leon responde “mas por que eu quebraria o acordo?” e ela parece muito satisfeita.

Os juros do empréstimo de 5.000 peças são de 10% ao ano.

XP: 1733 para cada (3 gigantes mais 5000 xp pela aquisição da letra de carta)

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O gigante da colina
De são Januário

Mestre: Fernando
Logger:Bruno/Heitor
Presentes:Bruno, Balbi, Cebola, Raposo.

O grupo, cansado de apanhar, debate se devem encarar um trio de gigantes. Cebola então conta sua história de menino triste, bastardo, órfão e como tudo é culpa de malditos gigantes. Afinal foi uma dessas monstruosidades que matara seu mestre ranger. Inflamados pelo ódio co companheiro de batalha, o grupo parte para outro embate.

Cebola dispara uma flecha mortal no líder e quando o trio se vira, perceberam que se tratava de um grupo com gigantas. Eram mais feias que uma tia velha e aquilo aumentou a fúria. León e Tupã foram na frente sob o a fúria das flechas. Raposo disparou uma magia shatter e Tupã fez o mesmo…

León encarou o chefe e matou-o. Quando partiu para a giganta, Tupã também encarou a outra. Assim cessou a chuva de pedras sobre a artilharia.

Com o fim da tribo de são Januário (era o nome do líder dos gigantes), os aventureiros encontraram 12mil moedas de ouro, 2 poções e um pergaminho (Sorcerer cantrip). Tupã fez cura e todos foram dormir sonhando com o que poderiam comprar.

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A Reconciliação
Grupo se reúne.

Sessão 14
Mestre: Cebola
Logger: Fernando
Presentes: Fernando, Heitor e Balbi.
Data: ????

Manhã do 17º dia do 2º mês do ano X.

Após o sumiço de Layla, grupo discute o que fazer. Iniciam a descida, mas após algum tempo, encontram Layla ao longe. Enviam Tuco para mediar, Ela mostra a ele uma gema amarelada, uma peça de âmbar lapidada num icosaedro. Ela explica que Harkon, ilusionista da Universitas, escondeu vários prédios da instituição, visíveis quando se segura a Gema da Visão Verdadeira. A teoria dela é que Harkon seria o Mei­dragão, corrompido pelo poder de Roussef.

Tuco retorna ao grupo, mostra a gema, com a qual eles percebem que o implante não passa de ilusão. Após discussão, decidem não continuar na região, dado os riscos, opinião iniciada por Layla. Decidem entre ir para Turatan ou [[Reik­sin]], onde Luthiel tem contatos. Optam por retornar a Turatan, mais especificamente à capital, Languelok. Lá, podem informar sobre os planos de Harkon. Layla passa um contato da organização para a qual trabalha. Tuco opta por acreditar que se trata de uma organização de resistência humana, apesar de provavelmente ser uma guilda de ladrões.

Atravessam o terreno até a fortaleza, sem encontrar ninguém. Inclusive, percebem que os goblins partiram, levando seus pertences. Chegam até a ponte. Lá, vêm que dois gigantes estão no desfiladeiro, mas não localizam o terceiro. Discutem como proceder. Optam por um ataque-surpresa de cima, que liquida rapidamente os inimigos.

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The Hole of the Drag-King
Mestre Raposo Logger: Bhering Presentes: Balbi, Bhering, Cebola, Fernando, Heitor e Vicente

A fuga de Leon

Noite do 16º dia do 2º mês do ano X.

Leon sai casa de Theodor dançando pela chuva, feliz de estar vivo, Deixa as salamandras na porta da caserna, cuspindo fogo de raiva.

Segue em direção ao observatório e, apos usuais inspeções, deita-se para descansar. Acorda com o som de passos e se posiciona atrás da porta, quando é chamado por Layla, carregando consigo o corpo de seu filho Tuco. Leon não crê, e interroga a Ladina que, com toda a sua malemolência, o convence que Tuco é realmente seu filho. Laya despeja uma poção de cura goela abaixo de Tuco, que acorda preconceituoso. Após uma recepção acalorada, indaga o futuro flatulento de seu companheiros. Tuco, em seu suingue gingado e sotaque carregado, passa a narrar a estória do Mei-Dragão e sua caralhada de Kobolds. Leon é enaltecido por sua pericia em fugir da batalha e reage com indômita modéstia. Leon ruge sua desaprovação com a conduta solitária de Layla, que somente apareceu após Tuco se ferir. Layla, falsamente, assume mea culpa e ludibria Leon com seu pretenso arrependimento e decote avantajado. Layla, numa epifania, aponta que Rousseff, o Vermelho, ainda exerce influência sobre as proximidades da Universitas. “Toda ilusão possui um fundo de verdade”, concorda Leon, lembrando-se de um evento anteriormente vivenciado. Demonstrando imenso altruísmo, ela alerta para a necessidade de avisar os povoados próximos das montanhas de Kush. Roussef pode não estar tão dormente como todos pensam.

Ritual vermelho

Enquanto isso, na mina de sangue, Iodrick, Etnos, Jean, Tupã e Luthiel observam a sua magnitude imersa em pedra, notando a presença de inúmeros Anões trabalhando nos veios de minério, sendo pressionados e chicoteados por seus algozes, Kobolds e Hobgoblos. O Mei-Dragão se revela Kryst, servo de Rousseff, e dá as boas-vindas a nova casa do grupo. Kryst revela que Rousseff estava minerando para colher pedras que aumentariam o seu poder. Impaciente, ordena os Feitores que conduzam os presos as masmorras, dividindo Tupã e Etnos em uma cela, e Jean, Iodrick e Luthiel em outra, que se resguardam para dormir.

Durante a madrugada, Jean é acordado pelo som de três Hobogoblos adentrando a sala. Preferindo não chamar atenção, se mantém imóvel, mas em alerta para o que os guardas pretendem. As criaturas portam lanças e se dirigem a Luthiel, que se encontra mais perto da porta. Jean continua sem interceder e vê o Hobogoblo cutucar Luthiel com a lança como se querendo verificar que ele estivesse dormindo. Luthiel não dá sinal algum de estar acordado, então partem para Jean, o próximo. Ao cutucar Jean, ele não consegue manter o disface e percebem que estava fingindo dormir. Um dos Hobogoblos tenta agarrá-lo, mas erra. Jean rola pela cela e segue em direção à porta, mas outro Hobogoblo consegue capturá-lo. Logo, todos estão em cima de Jean, e um deles o deixa desacordado com um tacape.

Nesse interim, Tupã acorda com os berros de Jean, e exclama uma ode a Shazam, lançado uma labareda de fogo contra seus inimigos. Percebe, ao seu lado, Kryst, o Mei-Dragão, que o silencia com um encantamento de sono, fazendo-o bater fortemente no chão, tal como um trovão sobre um carvalho.

Jean acorda preso e amordaçado em uma mesa, com Kryst próximo, que diz: “Eu queria lhe poupar da dor, mas você escolheu acordar”. Kryst então exibe uma pedra rubra, com inscritos arcanos, e começa a entoar cânticos ritualísticos. Repousa a pedra sobre o peito de Jean e a enterra sobre o seu esterno, produzindo uma dor excruciante. Jean, urrando de dor, desfalece ao som das gargalhadas de Kryst.

O dia seguinte

Após uma tranquila noite de sono, Leon e Tuco acordam abraçados, cada um com sua respectiva arma. Passam a tramar com Layla o retorno à mina. Layla menciona sua curiosidade em investigar um ambiente não visitado por eles, protegido por um feitiço. Tuco longa manus descreve sua pericia em desarmar armadilhas, mas é Layla que demonstra possuir várias especialidades. Seguem do observatório em direção à casa de Theodor, quando, no caminho, Layla convida uma criatura a se revelar. Trata-se de um Goblin vitaminado, forte, com um brilhante vermelho no peito. Tuco declara conhecê-lo pelo nome de Styx, o qual declara que os demais aventureiros estão presos na mina. Styx diz era um escravo da mina, mas que fora descartado sem saber o motivo. Não conseguiu retornar, pois sempre que chegava perto, ouvia vozes assustadoras em sua mente. Styx indaga aos três acerca de mais pedras, revelando certa obsessão para saber mais sobre sua origem. Leon revela que perto da casa de Thedor existe uma bruxaria, alertando-os a tomar cuidado.

Tuco, Leon, Layla e Styx seguem para o casebre próximo à casa de Theodor, dando início á busca por armadilhas. Após investigar o local, Layla encontra uma armadilha mágica na porta do casebre. Tuco usa seu encantamento ladino para investigar a porta, constatando estar trancada. Tenta abrir a porta, descobrindo-a trancadaça, impossível de ser acessada.

Pacto pela vida

Na mina de burgúndia, Luthiel, Jean e Iodrick acordam com dores horrendas no peito. Iodrick, que entende a língua dos Goblons, ouve-os caçoando deles. Iodrick questiona os Goblins sobre os seus sorrisos soturnos, e um deles responde que a dor será muito maior quando “eles” saírem.

Após algum tempo, surge Kryst com um pelotão de Hobogoblos. O Mei-Dragão interroga os aventureiros sobre seus objetivos. Luthiel tenta ludibriar Kryst e acaba enganando a si mesmo. Ele explica que muitos outros grupos já adentraram a fortaleza, mas normalmente voltam quando percebem que ela é habitada por Goblins. Somente eles insistiram em entrar tão produndamente, arriscando a vida imensamente. Kryst supõe que eles só podem estar com a terceira chave em busca das outras. Dissimuladamente ele indaga os autores sobre a terceira chave mas Luthiel o convence que não está com eles, e que vieram apenas pelas enormes lendas dos tesouros élficos e anões. Kryst então propõe ao grupo que o sirvam, encontrando a terceira chave, a troco de suas vidas. Aponta para Jean e diz: “Ele estava acordado, conte-os o que aconteceu.” Nisso Jean explica o que viu e todos indagam o que essas pedras fazem. Kryst gargalha enquanto seus guardas põe grilhões e todos e os conduzem para dentro das masmorras, num aposento contendo elfos em estado ainda mais lastimável do que os que encontraram antes. O tórax pulsa com uma luz rubra e em pouco tempo começa a ser rasgado dentro para fora por uma mão vermelha de sangue. A mão arrebenta com o resto do peito do elfo e de lá sai uma das criaturas de lava que já tinham enfrentado anteriormente. Kryst diz que é um jogador e propõe novamente um acordo:

- “Encontrem a terceira chave e lhes pagarei com a vida. Falhem e terá sido bem divertido ver vocês tentando.”

Iodrick indaga: “Como podemos confiar em você?”, no que Kryst responde: “É, vocês realmente não tem muita escolha”, e ri mais uma vez.

Kryst revela que uma poderosa maga levou a terceira chave/pedra para seu Reino, e deseja que o grupo a recupere. Após acalorada discussão, não vêem alternativa senão concordar com a empreitada. Iodrick indaga quanto tempo ainda tem antes dos diabretes sairem, e porque os anões não sentem a mesma dor? Kryst explica que os anões são muito fortes e os diabretes demoram três anos ou mais para eclodirem de dentro deles. Roussef preferiu colocá-los para trabalhar nas minas pois aguentam trabalho pesado. Elfos e humanos são mais fracos e o tempo de incubação pode variar de algumas semanas para alguns meses, dependendo da constituição do hospedeiro. A iminência da morte coloca a todos em alerta máximo. Etnos e Tupã, mesmo sem perigo de vida, se comprometem a ajudar os companheiros a encontrar uma solução que os salve. Luthiel indaga ainda porque não usaram goblins ou kobolds para este objetivo, no que Kryst diz que eles tentaram, mas a natureza da pedra parece rejeitar eles como hospedeiro e eram sempre expelidas novamente, geralmente causando a morte da criatura. Após a explicação, e com grande resignação, todos são escoltados até o depósito da casa de Theodor onde Kryst disse que estariam seus pertences. O Mei-dragão cumpriu com sua palavra, salvo alguns itens especiais, que foram confiscados, como a flauta do terrô e os feijão.

h3. Reencontro conflituoso

Assim que o grupo sai da casa de Theodor, logo encontram os demais sobreviventes que estavam tentando entrar no anexo. Junto deles também estão Layla e Styx. Iodrick se espanta com a pedra rubra encrustada em Styx e quer saber como ela foi parar ali. Styx diz que não lembra. Só lembra de ter vivi Iodrick revela que teve uma pedra implantada em seu peito. Iodrick propõe que Layla entregue a chave para que ele, Jean e Luthiel possam viver. Layla começa a recuar e Iodrick aponta o arco para ela, ordenando que não se mova. Layla move e Iodrick dispara, acertando uma flechada fulminante em seu peito. Em seguida, Luthiel lança um encantamento que despedaça o chão em volta de Layla. Iodrick dispara uma segunda flecha e erra. Leon corre para Layla e a derruba com uma espadada rasteira. Tuco, confuso e desesperado, segue em direção ao conflito e cria uma cortina ilusória em frente aos corpos engajados, ocultando-os. Jean lança um feitiço de sono na área, mas não surte qualquer efeito. Tupã, em uma ode a Shazam, lança ventos uivantes sobre a cortina, revelando ser uma ilusão, fazendo com que Layla e Tuco voem alguns metros. Iodrick aproveita a situação para disparas outra flecha, mas erra o alvo novamente. Leon avança novamente, tentando agarrar Layla, mas passa direto. Layla aproveita o ensejo para se desengajar de Leon, fugindo em seguida. Tuco segue atrás dela… Jean avança e vê Layla. Iodrick alcança o grupo dispara outra flecha, perfurando o tronco da adversária. Layla corre até o rio descendo com extrema agilidade até a escuridão, e desaparece. Leon, Jean, Iodrick e Luthiel chegam até o precipício, mas não encontram Layla. Tuco desce o declive íngreme com agilidade. Jean tenta descer o precipício, mas escorrega e cai lá embaixo. Luthiel salta lá de cima e cai, tomando algum dano. Iodrick também pula lá de cima e segue em direção à saída. Leon tenta descer cautelosamente, mas acaba caindo. Iodrick tenta pegar o rastro de Layla, sem sucesso.

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A Mina do Tesouro
Será o fim?

Sessão 12
Mestre: Cebola
Logger: Raposo
Presentes: Raposo, Balbi, Fernando, Bhering, Heitor e Pedrim.
Data: ????

Tarde do 16º dia, do segundo mês, do ano X

Todos entram na sala e se preparam para enfrentar as cobras de fogo. Leon se posta a frente da menor e Tuco prontamente atira uma flecha para mata-la de primeira. Etnos solta uma magia que faz a salamandra cair no chão rindo incontrolavelmente. Etnos se move para dentro do corredor atrás de Tuco que já estava lá. Jean solta uma magia de proteção que envolve seu corpo com uma fina capa de gelo. Após poucos e sucessivos ataques, a salamandra se recupera da magia do riso e parte para cima de Leon com sua lança. Erra o ataque por pouco graças a bela esquiva do guerreiro. Novos ataques se seguem, até que Etnos é perturbado por algo pontiagudo em seu flanco. Ao se virar, ele avista outra salamandra. Quase sem tempo para reagir, Etnos por reflexo solta uma magia que causa uma onda de som na sua frente, atingindo a salamandra e fazendo-a recuar um bom pedaço. Em seguida, ele entra correndo na sala gritando: “Outra salamandra no corredor!”. O som da magia é ouvido por todos e reverbera por dentro dos corredores ao redor da sala. Leon atinge a primeira salamandra com um forte golpe, mas ela se mantém inabalada. Pouco tempo depois a segunda salamandra sai de dentro do corredor ávida por carne humana. Ao avistar Jean, parte para o seu encontro e o acerta furiosamente. Protegido por sua magia, o braço da criatura é envolvido por gelo perfurante e a causa grande dano e incômodo. Jean rapidamente lança uma magia que cria três cópias ilusórias ao seu lado deixando seu oponente extremamente confuso. A salamandra que estava com Leon o ataca com muito vigor. Acerta a lança com as duas mãos no seu pescoço e o fere quase que mortalmente. Para surpresa de Leon, ela ainda o ataca com seu rabo, mas num último suspiro de energia, ele pula e escapa de cair desfalecido. Luthiel solta uma magia de cura em Leon, o que prolongará sua estadia neste mundo. Leon se movimenta defensivamente para tentar atrair a atenção das duas salamandras, mas a outra não lhe da bola. Seu alvo o ataca, mas não logra êxito. A outra salamandra ataca Jean, mas apenas acerta uma de suas cópias que se desfaz no ar. Tupã lança um martelo espiritual na salamandra ferida, e o dano é considerável ao ponto de deixa-la tonta. Luthiel lança uma magia do sono, que faz a salamandra ferida não resistir e cair no chão dormindo. Etnos que está observando a sala toda percebe que uma luz amarelada sai de dentro do túnel superior a esquerda. Prontamente avisa a todos. Não demora muito e mais 6 cobras de fogo menores saem de dentro do corredor. Luthiel toca sua flauta mágica e 5 das 6 cobras fogem com medo, assim como a salamandra que está com Jean. Ataques são desferidos na salamandra que foge, até que Iodrick lança uma flecha que a acerta em cheio e ela cai no chão sem vida. Todos atacam a cobra que tinha resistido a magia da flauta, e a finalizam rapidamente. As outras 5 fogem para dentro dos corredores. Não esquecendo da salamandra dormindo na sala, Tupã lança outro martelo espiritual nela e termina o serviço.

O grupo segue pelo corredor do meio por não ter sido de onde vieram as 6 cobras, e o que entraram apenas 2 das que estavam sobre o efeito do medo mágico. Ele desce por um bom tempo, e há barulho de gemidos vindo mais a frente. A descida continua o equivalente a dois andares. Tuco, sorrateiramente, chega para ver o que há na sala. É um corredor comprido que no final faz um L para a esquerda. Nas paredes há elfos, com as roupas rasgadas, sentados de costas para a parede e acorrentados com os braços para cima pelos punhos. Estão claramente torturados. Há por volta de 10 elfos presos. O corredor é iluminado por tochas. 3 Kobolds armados estão tomando conta dos elfos. Tuco percebe no fim da parte em L um brilho peculiar. Tuco retorna e descreve a cena para o grupo. Todos decidem entrar e surpreender os Kobolds. Tuco ataca o mais distante e erra alertando os outros. Etnos se posta na frente do que está mais perto e solta uma magia de proteção. Iodrick ataca também o mais distante e o mata no primeiro ataque. Após o fim da supresa, um dos inimigos pega um apito e o assopra com toda sua força. O som é estridente e alto. Tupã lança um martelo espiritual e mata o segundo. O que estava com Etnos foge e é atingido por ele com uma martelada fulminante e morre também. Ao ouvir o apito, as duas cobras que tinham fugido e estavam no fim do corredor aparecem, e vem em direção ao grupo. Etnos vai na direção delas e se posta em posição de defesa com um novo feitiço de proteção. Uma delas para para atacá-lo e o acerta. A outra vai em direção a Tuco, mas erra. Tuco se desvencilia dela e atira na que está com Etnos. Leon corre em direção da que está sozinha para proteger o grupo e deixá-la passível de ataques a distância. Jean manda um raio Eldrico na cobra de Etnos matando-a. Etnos vendo que a situação estava sob controle se move para ver o que há depois da curva no fim da sala. O corredor se estende longamente e não possui nenhuma fonte de luz. No meio dele há uma grade fechada. Após a grade, a direita, encontra-se uma série de 3 degraus que dá em uma porta. Ao fim do corredor, Etnos percebe uma luz avermelhada, porém não tem semelhança com a luz das cobras. Após uma série de novos ataques na última cobra, Luthiel finaliza o trabalho com uma flecha.

Apesar da bagunça, os elfos não percebem a presença do grupo pois muitos estão desacordados ou delirando. Dos 10, 2 já estão mortos. Luthiel percebe que a roupa dos elfos é a mesma dos corpos encontrados no chão da universidade. Alguns tentam encontrar as chaves das algemas nos corpos dos Kobolds, porém, sem sucesso. Tuco tenta abrir as algemas de um dos elfos com suas ferramentas e obtém êxito. Etnos vai verificar a grade do corredor e vê que está trancada por uma boa fechadura.

Depois de soltar e tentar se comunicar com os elfos delirantes, prestam o socorro que podem, mas não obtém nenhuma resposta de volta. Pelo visto os elfos estão além da salvação. Tuco percebe que em todos eles correm veias vermelhas pela pele, o que o faz lembrar rapidamente de Styx e sua jóia encrustrada em seu peito. Pelo visto há alguma correlação entre as duas coisas, porém Tuco mantém esse pensamento para si próprio, afinal ele não contou aos outros sobre o inusitado encontro dias atrás. Todos se preparam para descansar enquanto Tuco vai examinar a fechadura. Não demora muito e a porta após a grade abre, e o som de várias criaturinhas toma conta do lugar. Kobolds saem em uma enxurrada de dentro e ocupam o espaço atrás da grade gritando, batendo e balançando-a. Umas 20 criaturas de aglomeram tentando passar para o outro lado. Da mesma porta, uma criatura humanoide sai e também vai em direção a porta. Altura maior do que a de um humano normal, feições de lagarto e pele escamosa vermelha. Traja roupas finas e sem armaduras. Luthiel começa uma conversa que não vai muito bem e termina com uma frase de aviso da criatura:

- “Eu tenho uma sugestão para vocês, rendam-se”.

Tuco prontamente vira as costas e foge. Logo seguido pelos outros menos Jean que ainda tenta dialogar mas não obtém outra resposta que não outro pedido de rendição.

Voltando pelo corredor e antes de chegar a outra sala, percebe-se que ela está mais iluminada do que antes. Tuco olha e vê 3 salamandras e 10 cobras a espera do grupo. Luthiel mais uma vez toca a flauta do pavor. 2 salamandras e 4 cobras resistem a magia enquanto as outras fogem de medo mágico. Tuco e Leon fogem para o corredor que não está obstruido pelo corpo da salamandra morta anteriormente. Pelo mesmo corredor que eles vão, duas cobras com medo já haviam entrado antes. Etnos, Jean, Luthiel, Tupã e Iodrick vendo a situação não pensam muito e voltam para a sala dos elfos. 2 cobras e 1 salamandra vão atrás de Leon e Tuco. No corredor estreito só cabe um por vez. Uma das cobras que fugia a frente consegue resistir a magia e se vira para atacar Leon. As cobras que vem atrás atacam Tuco. Em poucos movimentos Leon consegue derrubar o seu inimigo, porém Tuco não tem a mesma sorte e sucumbe aos ataques das cobras de trás. Leon não vê alternativa senão continuar fugindo para frente. A perseguição continua. O corredor termina na sala visitada anteriormente e a cobra que ainda fugia de medo pelo visto já estava livre da magia pois esperava Leon com armas em punho. Leon se vendo cercado, sobe seu escudo para proteger a cabeça e o corpot e continua sua fuga desenfreada em direção a porta. A criatura o ataca enquanto ele passa, mas ele resiste e consegue fugir para fora da casa de Theodor. Uma chuva muito forte cai em toda universidade. As cobras ainda o perseguem, então Leon vai em direção a corda para descer a rocha e fugir para dentro do pátio e se perder entre os escombros. As cobras param na frente da porta da casa enquanto a chuva cai sobre seus corpos flamejantes. Uma nuvem de vapor sobe enquanto elas desistem da perseguição e voltam a entrar na casa.

Os outros que voltaram são recebidos pelo lagarto humanóide e ouvem novamente a proposta:

- “Então, se rendem?”

Relutantes porém vencidos, todos colocam as armas nos chãos e são direcionados até o fim do corredor enquanto são pilhados pelos kobolds. Ao chegar na sala com a iluminação avermelhada, ela se abre em um gigantesco vão. Uma vastidão enorme na forma de uma mina. O grupo se encontra em um plateau bem no alto, e olhando para baixo é como se fossem 5 andares e para cima mais 5. A vasta caverna é sustentada por pilares altíssimos e muito grossos. Embaixo muitos anões e apenas alguns elfos e goblins mineram incessantemente. Parece que fazem isso há muito tempo. Nas paredes é possível ver veios vermelhos brilhantes. Luthiel pergunta a criatura:

- “O que são esses veios que estão nas paredes?”
- “É o tesouro dos anões. Eles não sabiam guardar direito”.

O grupo percebe que ele usa dois colares com um objeto pendurado cada em um. Um contém um cinzel e o outro um marcador de livro. A criatura percebe que eles olham os itens e diz:

- “Ah isto? Estes já não servem mais de nada. Eles acharam que tinham escondido o tesouro mas não esperavam por isto – e aponta para os escravos – Essas chaves não tem mais uso algum. Por acaso era isto que estavam procurando?”.

E ali o grupo percebe que sua aventura chegou ao fim.

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SSSalve-sse quem puder

SSSessão 11
Mestre: Heitor
Logger: Cebola
Presentes: Raposo (web), Balbi, Fernando, Bhering e Cebola.
Data: ????

Início do 16º dia, do segundo mês, do ano X

Após o fim do efeito da magia de paralisia o grupo se reúne em volta de Luthiel e tentam entender o que aconteceu. Ele assume que realmente não foi muito sensato e que ele se arrepende do que fez. O grupo então decide discutir a relação e definir os próximos passos. Leon sugere que o grupo junte os recursos acumulados e vá atrás de Borg. Iodrick sugere que o grupo primeiro acabe com os gigantes que encontraram no caminho. Etnos insiste que ainda faltam áreas a serem exploradas na casa do anão e todos concordam em investigar.

Terminado um rápido descanso, Iodrick segue na frente e antes de chegar no platô que dá na casa de theodor escuta um rufar de asas familiar. Ele avisa o grupo para que tomem cuidado, pois podem haver mais diabretes por perto. Porém, logo após o aviso o barulho se encerra. Chegando no platô Iodrick avista cinco “poças” de magma e logo percebe que são cinco diabretes. Os integrantes que não usam armadura de metal sobem. Luthiel faz uma das criaturas adormecer e as outras se levantam e voam em direção ao grupo. Jean usa a magia imagem espelhada e cria três cópias de si mesmo. Dois demônios voam pelos flancos e atacam com cuspe de magma. Todos conseguem saltar para longe e tomam pouco dano. Outros dois avançam pela frente. Um para o Jean e outro para o Luthiel. Luthiel recua e manda um shatter, que mata um e machuca bem os outros. Tuco dá um ataque furtivo e mata a criatura que estava com Jean, que explode e dá mais dano neles. Iodrick lança uma flecha no que estava próximo à Luthiel, também matando-o. Jean da um ataque de eldritch blast na última criatura de pé, que atacou e machucou Tuco. Iodrick e Luthiel desferem flechas certeiras e matam a última criatura, que explode e mais uma vez atinge Tuco, deixando-o bastante ferido. A criatura que estava dormindo é atingida simultaneamente por uma flechada de Tuco e Luthiel e explode sem machucar ninguém.

O grupo então entra na casa e começa a analisar a grande porta de pedra. Tuco decidiu usar sua mão mágica para manipular o circulo de pedra e uma armadilha é ativada, liberando um dardo envenenado que não atinge ninguém. Luthiel recolhe e guarda o dardo. Tuco percebe que podem ter outros dardos e após minuciosa análise resolve se posicionar abaixo do circulo e assim consegue abrir a porta, ativando as outras armadilhas porém não sendo atingido pelos dardos. Após abrir a porta avistam um corredor que desce dois andares e divide-se em um corredor pra direita e outro pra esquerda.

O grupo decide ir para a direita e começa sentir muito calor e percebe uma rachadura na parede, semelhante ao que já viram antes. Decidem então voltar para o caminho da esquerda. Lá encontram uma sala que parece de ser de um ferreiro. Alguns personagens percebem que no local só tem material bruto, nada finalizado e que o local foi utilizado recentemente. Iodrick analisa que os moldes que foram usados foram de espadas. Ao investigar a forja, Etnos descobre que ela não utiliza carvão, existe uma espécie de cano que alimentaria o forno com algum material quente que ninguém sabe o que é. Tuco explica uma teoria que tinham três estatuas na entrada, uma de uma anão com uma arma, outra com uma forja e outra com um livro, então teoricamente faltariam uma sala de guerra ou lutas e uma que poderia ser uma biblioteca. Decidem investigar o corredor da direita e passando rapidamente pela rachadura encontram uma sala treino com estantes de armas e armaduras e locais para treinar luta. Não encontram nada de útil e Tuco continua achando que está faltando algo.

Voltando pelo corredor escutam um barulho de algo se arrastando pela rachadura. Entrando na rachadura Iodrick percebe que ela tem um pé direito mais baixo e está subindo de maneira sinuosa. Uma luz bem forte ofusca Iodrick e ele percebe uma cauda reptiliana subindo. Tuco e Iodrick sobem atrás dela e chegam numa sala num formato de feijão com mais três corredores, sendo dois que descem e um que sobe. Eles avistam duas serpentes de fogo, uma em cada corredor. Quando Iodrick tenta voltar ele é avistado por uma das criaturas, que dá um grito que reverbera em todos os corredores. Rapidamente as duas criaturas alcançam Iodrick e uma delas tenta atacar mais falha. Tuco faz um ataque surpresa e dá um grande dano no bicho. Iodrick sacou sua cimitarra élfica mágica e atacou a criatura ferida, matando-a, mas também toma muito dano pois as criaturas são feitas de fogo e cada vez que ele as atinge ele se queima. A outra avança pra cima de Tuco, acertando-o e deixando ele muito ferido. Tuco decide então fugir do combate, enquanto resto do grupo chega no local.

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Diabretes, atas e feijão

Sessão 10
Mestre: Balbi
Logger: Heitor
Presentes: Heitor, Cebola, Bhering, Raposo, Fernando, Bruno
Data: ????

Após o combate com Max e a criatura de pedra, o grupo segue para explorar a sala de entrada. Iodrick vigia Layla, que está escondida atrás de uma pilastra, próxima ao anexo; ele se distrai por um momento e ela desaparece completamente de sua vista. Ele segue, então, para a sala principal, onde estão os demais.

Há, na sala, três saídas: dois corredores, à esquerda e à direita (sul e norte, respectivamente), e uma grande porta dupla em frente (oeste). Do corredor da esquerda há uma sensação de calor, e Iodrick detecta pegadas de goblin naquela direção, com traços de sangue. Ele e Tuco vão furtivamente inspecionar. Ao longo do corredor há três murais, que retratam reuniões aparentemente solenes, onde convivem sempre anões, humanos e elfos. O corredor termina em uma sala redonda com um teto em forma de domo, muito bem erigido, e uma mesa retangular de pedra no centro com alguns papéis espalhados; no centro da mesa há um círculo feito de carvão, que ainda emite um forte aroma, como se tivesse estado ativo há pouco. Nas paredes há espaços em baixo relevo onde possivelmente caberiam fontes de luz (lanternas ou tochas). Há também cadeiras de pedra espalhadas pela sala. Iodrick inspeciona o carvão com sua espada curta.

Etnos aproveita para realizar um ritual de detecção de magia. Ele, Tupã, Luthiel e Leon, na sala principal, ouvem duas vozes agudas vindas do corredor sul, conversando em uma língua que não compreendem, e cessam subitamente, como se percebendo a presença de outros. Jean, beirando este corredor, avista poças de cor forte, semelhantes a lava. Ele e Luthiel observam estas poças tomarem forma de pequenos humanóides chifrudos, que afinal são a origem das vozes. Eles avisam os demais na sala, mas, temerosos, decidem chamar Tuco e Iodrick antes de tomar qualquer atitude.

Iodrick sente as cinzas como que voltando a se ativar. Ele as deixa e passa a procurar passagens secretas. Tuco inspeciona os livros e papéis em cima da mesa retangular. São três livros pesados e grandes, escritos cada um em um idioma (elfo, anão e humano), contendo cada um diversas atas de reunião e relatos semelhantes, que provavelmente não saíram da sala. O que mais lhe chama atenção é uma assembleia particularmente conflituosa, com um catedrático e mais três representantes de cada raça, incluindo Harkon, Theodor e Nariel (a fundadora elfa) que deliberava, entre outras coisas, sobre um tesouro e sua guarda. Iodrick, afinal, por pura sorte, apalpa um pedaço de pedra que cede e, ruidosamente, faz surgir uma nova abertura na parede, onde há um livro de capa dura de couro.

Luthiel chega na sala para avisar dos diabretes mas, logo após o aviso, desvia sua atenção para uma das cópias dos livros na mesa. Enquanto os outros também chegam a sala, Luthiel apressadamente se põe a ler o material e, apesar da rápida leitura, percebe que:

1. havia perigo para a escola em guardar o tesouro ali;
2. a grande discussão passa a ser entre anões e elfos, que tinham reinos para onde levar o tesouro e escondê-lo (já que a escola mesmo não parecia adequada);
3. fala-se no tesouro como “futuro”;
4. também se fala em “libertar o tesouro”;
5. em profecias relativas ao tesouro.

Iodrick abre o livro que encontrou escondido, o que causa uma explosão de uma onda de calor, que o fere levemente. Etnos, Leon, Tupã e Jean também chegam à sala. Etnos vê magia no livro que Iodrick abriu e no carvão, este de invocação, o primeiro, abjuração, dizendo que não mexesse mais no livro. Iodrick, no entanto, ainda assim o abre, e a explosão atinge a ele, Jean e Luthiel, que fica gravemente ferido e inconsciente. Jean, lendo a página agora aberta, entende que este livro é um código, mais do que simplesmente escrito em código.

O carvão do centro da sala se reacende e começa a tomar forma. O grupo foge, com León carregando Luthiel, Iodrick e Tuco postados na entrada do corredor, e os demais para dentro dele. Dois diabretes, aparentemente feitos de magma, idênticos àqueles vistos no outro corredor, materializam-se. O grupo rapidamente, com vários feitiços e flechadas, elimina um dos dois diabretes, que explode ao morrer; antes que possam eliminar o segundo, porém, dois novos diabretes surgem do círculo de carvão. León, após deixar o inerte Luthiel em segurança, volta para a frente de batalha, partindo um dos diabretes ao meio (e sofrendo com a explosão). Um dos diabretes recém-surgidos cai vitimado por um feitiço de sono de Jean, enquanto o outro usa um feitiço que aquece a espada de Leon, obrigando-o a largá-la. Etnos usa um feitiço de thunderwave para atacar o diabrete remanescente, ao mesmo tempo em que dispersa o círculo de carvão, que explode, ferindo levemente a ele e a Tuco, que tinha avançado neste ínterim. Luthiel, revivido por uma poção de cura dada por Tupã, levanta-se e mata o último com uma flecha.

Findo o combate, Tuco e Iodrick vão investigar o outro corredor em busca dos diabretes. Nada encontram onde eles antes estiveram, e seguem. Adiante veem um nicho, quase adjacente à sala no final do corredor, com uma espécie de tubo de pedra, como se fosse um ábaco de pedra. A sala é semelhante à anterior, mas é uma espécie de depósito, com diversos barris, caixas etc. de mantimentos como minérios, quase todas abertas ou mesmo destruídas. Há também pedaços de corpos humanóides, provavelmente goblins, e algumas caveiras; na parede, do lado oposto ao do corredor, há um buraco, aparentemente produzido por forças externas. É deste buraco que vem o calor que o grupo sentiu antes; dele emana também luz avermelhada forte. Iodrick se aproxima e vê um corredor descendente, de onde vêm gemidos de sofrimento, como se de vítimas de tortura. Os dois retornam para a outra sala e contam aos demais o que viram e ouviram.

Enquanto o grupo está tentando decidir o que fazer, as armaduras de Tupã e Leon começam a brilhar e esquentar, causando grandes ferimentos em ambos. Luthiel avista dois diabretes pelo corredor, e usa shatter e depois, sleep, para tirá-los de combate. Tuco os mata com flechas. Depois disto, todos decidem que precisam descansar. Após muita discussão sobre onde fazê-lo, decidem ficar na sala de assembleia, mesmo. Iodrick usa um feitiço para colocar um alarme audível na entrada e revezam ele, Tuco, Luthiel e Jean de guarda. Usa também um goodberry e produz três frutas recuperadoras.

Logo no primeiro turno, de Iodrick, o alarme soa, despertando todos os membros do grupo. 8 poças de magma surgem no corredor. Luthiel toca sua flauta mágica, deixando cinco dos oito diabretes com medo; estes fogem de volta na direção do buraco na sala do outro corredor. O restante do grupo, embora sofrendo pesado dano com poderes de fogo de dois dos três diabretes, especialmente Leon, na linha de frente, rapidamente os elimina e foge da casa, descendo de volta pela corda, em direção ao observatório. Lá conseguem afinal descansar por 8 horas.

Ao amanhecer, Luthiel vai para fora do observatório e planta um dos feijões do Bag of Many Beans. Deste, brota uma criatura quadrúpede, com uma carapaça pontiaguda e larga mandíbula (um tatubarão, como Luthiel o batiza). O grupo tenta se espalhar, mas antes de conseguir, a criatura dá um salto, ferindo gravemente com seu peso e uma chuva de pedras Iodrick, Etnos e Leon. Tuco, que havia se escondido, revela sua posição com flecha certeira e corre, atraindo a criatura para a plantação próxima, onde Tupã se refugiava; a criatura salta em cima de Tupã e o derruba inconsciente. Tuco segue o atraindo e atirando, ajudado por Luthiel e Iodrick, que fazem o mesmo, até que a criatura afinal cai morta.

Findo o combate, Leon, Tupã e Tuco vão tirar satisfação com Luthiel pelo que consideram uso irresponsável do Bag of Beans. Acuado, Luthiel usa sua flauta, levando todos os três a fugirem assustados. Etnos, então, o paraliza com um feitiço.

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A Casa de Theodor

Sessão 09
Mestre: Heitor
Logger: Balbi
Presentes: Raposo, Cebola, Fernando, Heitor, Bruno, Bhering.
Data: ????

Próximos mestres: Balbi, Heitor, Cebola, Raposo, Bhering, Bruno e Fernando

Na Casa de Harkon

Etnos faz ritual de detect magic e não percebe nada brilhando na sala.

Luthiel percebe que os livros estão mexidos nas estantes. Muitos volumes com anedotas, alguns contos de fadas élficos, nada em especial ou raro. Há um épico draconico, poemas e outros livros desorganizados.

Há um painel acima da lareira, um quadro estranho que intriga Leon, que passa um tempo tentando entender aquilo, até cansar e deitar enrolado no tapete que antes tentara sufocá-lo.

Tupã começa a procurar passagens secretas e analisar a construção. Pela exatidão e excelência dos cortes das pedras, fica claro que não é apenas um trabalho anão; é um trabalho que também utilizou magia.

Tuco passa a analisar uma arca muitíssimo bem feita, em madeira nobre, e percebe que está bem trancada e possui um selo arcano com uma assinatura aparentemente bem antiga, provavelmente de Harkon, o dono da casa.

Com cuidado, utiliza mage hand e abre o baú. Há poucas coisas lá dentro. Algumas moedas de ouro, 1.300 mais exatamente. Passa a investigar se há um fundo falso e percebe que há de fato. Com o auxílio de Tupã, levanta o fundo falso, mas não há nada embaixo.

O grupo sai de lá levando a prataria que enfeitava a sala; um conjunto de 10 itens valendo no total cerca de 1.000 gp e se dirige para a casa do anão no alto da cachoeira. Conforme se aproximam, reparam que é bem grande, um pé direito incrivelmente alto, com um anexo que possui uma chaminé e um moinho. Mais uma obra impressionante de anões complementado por magia, com arquitetura bem elegante e imponente. No alto da casa, há 3 estátuas. A do meio, parece um anão de robe, com uma mão pra cima e um tomo na outra. Nas extremidades, uma escultura de um anão com uma forja e na outra a de um anão com um machado. As linhas artísticas são retas, fortes e imponentes e as figuras têm proporções de anões, mas não chegam a detalhar isto especificamente, sendo as proporções das estátuas que delatam a natureza das criaturas retratadas.

Layla encontra o grupo e conversam sobre a casa do mago ilusionista. Pensam que o mago pode ter saído de lá com o que de valioso guardava no fundo falso do baú quando Roussef – o dragão – atacou.

Enfrentando o paredão

Chegando à cachoeira, Tupã utilizando a corda e o gancho de Leon, tenta escalar, mas despenca do alto e se machuca. O fighter então sobe com sucesso.

Enquanto isso, Jean percebe a partir da cachoeira um pequeno caminho que sobe talhado no perfil da pedra, quase imperceptível, delimitando um raio em torno da casa do anão. Etnos pensa que pode ser um ward ou algum tipo de demarcação arcana. Grita para Leon e avisa sobre esta possibilidade. Quando ouve isso, um medo incontrolável toma conta do guerreiro que desce esbravejando sem parar a respeito de criaturas malditas que estariam à espreita.

Presumindo que seja este o efeito de proteção da casa, o grupo resolve tentar subir novamente, mas fora da área protegida. Tuco retira o gancho lá de cima e traz novamente para baixo.

Tupã joga o gancho e sente ele firme. Ledo engano. Novamente, quando chega em certa altura, o gancho revela-se mal preso e solta-se quando o anão estava quase lá em cima, despencando. Etnos tenta subir mas com medo de se estatelar no chão desiste.

Iodrick insiste que devia haver uma forma mais fácil de subir, visto que não fazia sentido alguém precisar escalar aquele paredão para chegar à casa do anão. Layla dá razão ao rangeiro e passa a procurar alguma passagem secreta ou porta oculta na pedra.

Etnos consegue subir e fica a reconhecer o local. Enquanto observa, percebe de longe um vulto e ouve uma voz em sua mente perguntando quem o mandou e se havia sido enviado de Roussef. Ou dos goblins. Fala em língua anã. O mago conta que não é enviado de ninguém e que está lá por interesses arcanos, tentando mostrar-se pacífico. A voz se apresenta como Max, sentindo mais confiança no mago, que pede autorização para entrar e consegue por ser anão, as proteções não o afetariam. É avisado, porém, que se pegar algo da casa de Theodor, sofrerá com as consequëncias.

Leon dá falta de Layla, que aparentemente sumiu debaixo da cachoeira. Avisa os demais de
forma alarmista, que correm para lá. Molham-se e procuram por algo, mas nem vestígios da
mãe de Tuco.

Lá em cima, Max pergunta o que Etnos sabe sobre o massacre de Roussef. Depois que o
mago revela estar acompanhado e fala de Layla, a voz fica irritada e anuncia que Etnos está sendo usado, depois some.

Tupã tenta subir novamente e finalmente consegue. Os demais sobem, exceto Iodrick e Leon, que se ocupam em procurar Layla. O rangeiro segue os últimos rastros da mulher até uma parte mais úmida, saindo da cachoeira, e escala. Passa a subir atrás dela. Leon sobe por último, guiado pelo meio-elfo.

A casa de Theodor

De dentro da casa de Theodor sai um raio que explode perto. Etnos não identifica aquilio como magia e acha estranho. Ordena que Max pare e ele responde chamando o mago de tolo, que fala para todos a respeito de seu perigoso interlocutor.

Tupã utiliza taumaturgia, faz o chão tremer e com uma voz potentíssima clama por ajuda de Max, que passa a se comunicar mentalmente com o clérigo, pedindo sua ajuda para proteger importante tesouro anão do grupo com quem anda. O sacerdote tenta por meio de bajulação convencê-lo a permitir a passagem do grupo, mas ele se irrita.

A trilha de Layla mostra que ela está a circular o perímetro da marcação arcana em volta da casa, aparentemente invisível.

O grupo resolve invadir a zona demarcada pelo ward e sentem efeitos que confundem suas
mentes. Tupã sente arrepios ao ver em sua mente dois olhos sinistros, de diferentes tamanhos, Jean é atacado por pensamentos confusos, mas conseguem se concentrar.

De repente, assim que Luthiel fala sobre o anexo, todos ouvem um trovão e um berro de
mulher. Max fica agitado, certo do ataque dos invasores. Leon percebe uma pedra ao lado da casa, bem perto de Etnos, Luthiel e Jean, se transformando em uma atarracada criatura humanóide levemente mais larga que um anão. O guerreiro avisa nervosamente e todos se preparam para o que parece um combate eminente.

Iodrick com iniciativa atira uma flecha certeira que não parece causar muito dano. De repente desmoronam alguns pedregulhos da encosta e se transformam em outra criatura humanóide de pedra, identificado pela maioria do grupo como um elemental.

Etnos identifica a criatura como um Galeb Dur, um espírito elemental aprisionado em um meio físico, que consegue invocar outros semelhantes e mantê-los vivos enquanto neles se
concentrar.

Tupã faz uma magia de shatter que danifica a criatura principal e um pouco menos seu duplo, sendo alvo em seguida de algum efeito que quase consegue impedir seus movimentos, mas consegue superar com força. Já Luthiel é alvo de um raio que sai da janela leste e sofre com seus efeitos mas devolve uma magia de shatter semelhante à de Tupã, que desta vez afeta mais a cópia que o original.

Leon corre em direção às criaturas e no caminho atinge uma com um dardo, logo depois Iodrick acerta mais uma flecha no mesmo alvo. A cópia investe na direção do guerreiro e o
original na direção de Tupã, atingindo-o com um pesado soco que desencadeiam um choque da proteção que o sacerdote tinha investida em si.

Etnos mira no Galebdur principal e lança um míssel mágico que o abala bastante, mas não
ainda o suficiente para destruí-lo. Leon é novamente atingido pelo efeito de medo e foge com medo, enquanto Jean utiliza seu wand of magic missile e atinge a criatura, que dá sinais de que não aguentará mais muito tempo. Apesar disso, ainda suporta outra flechada certeira de Yodrick e ainda desfere outro bruto golpe na têmpora de Tupã, que cai em colapso.

Jean é alvo de outro raio que o atinge e queima suas sobrancelhas. Etnos percebe um pequeno tentáculo com um olho na ponta espiando pela janela, que identifica imediatamente como uma aberração ou criatura extraplanar.

Luthiel usa seu pipes of haunting e parece que o feitiço virou contra o feiticeiro: ele que sofreu os efeitos de medo enquanto Tuco acerta a criatura de pedra com sua flecha e a destrói, fazendo a cópia desmontar numa pilha de pedras.

Leon corre para junto de Tupã para resgatar seu corpo. Enquanto isso, uma criatura rosada se estica da casa e se revela flutuando, com dois olhos na ponta de tentáculos espreitando. Um deles mirando Jean e outro Etnos, que são alvos de magias. Jean parece resistir a efeitos mágicos enquanto o anão sofre com um raio.

Tuco mira na monstruosidade e erra. Leon tenta arrombar a porta da casa onde está o monstro mas falha. Jean faz feitiço de darkness em uma moeda, envolvendo-se em escuridão, enquanto Iodrick segue a trilha deixada por Layla.

O monstro volta a tentar se esconder mas sua posição não lhe cobre totalmente e passa a
xingar todos descontroladamente em anão na mente de todos que estão dentro da demarcação mágica. Ignorando seus brados, Etnos faz um firebolt na porta para destruí-la, tendo sucesso apenas em incendiá-la. Leon completa o serviço, e a porta destruída revela uma sala de estar com objetos e arrumação bem conservados. A mobília é de característica anã bem simples. Há tapetes vermelhos e uma escada ao fundo, à esquerda. O pé direito é imenso, a uns 15 pés de altura. Um corredor à esquerda outro à direita. Algo peculiar: era esperado encontrar a criatura na janela mas ela não está lá. Fica claro para Etnos que a parede interna é inclinada para dentro e que há uma parede perpendicular ao chão por fora, ficando a criatura, provavelmente, neste ângulo entre as duas paredes, utilizando a janela.

Luthiel cura Tupã, que entra na casa. Max sai pela janela revelando ter mais dois olhos e
Luthiel aproveita para lançar-lhe muitos xingamentos com o feitiço de Vicious Mockery. Tuco ataca a criatura com sua rapier e fura seu corpo macio. Leon, percebendo que o combate começou, sai correndo de casa e acerta uma espadada no ser redondo, que sofre.

Jean termina o serviço com seu wand of magic missiles e derrota a criatura.

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A residência de Harkon

Sessão 08
Mestre: Cebola
Logger: Heitor
Presentes: Raposo, Balbi, Fernando, Heitor.
Data: 03/06/2015

Léon, saindo dos efeitos da ilusão causada pela magia de proteção da sala, cisma que o dragão ainda está na montanha. Os restantes tentam dissuadi-lo. Preocupado, Etnos pede para que aguardem que ele prepare um ritual para detectar a presença de magia no local antes de tentar entrar novamente.

A morte é a única que está de pé

Enquanto isto, Luthiel, Tuco e Iodrick vão explorar as doze casas enfileiradas, ao centro do local. De todas, apenas duas não estão totalmente destruídas – as duas mais na ponta. Entrando na primeira casa, Tuco percebe, pelos livros e materiais usados, que se tratava de uma escola de necromancia. Numa seção com o teto rebaixado, Tuco avista um corpo estranhamente ressecado de goblin, segurando um tomo. Usando mage hand, ele remove o livro (acompanhado das mãos do goblin) e o inspeciona; não chegando a nenhuma conclusão, o carrega – usando o mage hand ainda – para que Etnos o inspecione.

Etnos detecta magia necromântica no livro, que ele deduz ser um livro de feitiços. Temeroso de que o mesmo tenha sido a causa da morte do gobling, ele o enrola em um bed roll e o guarda numa sacola.

Mais do que parece, menos do que aparenta

Usando o feitiço no prédio que seria a residência de Harkon, Etnos detecta muitos feitiços, principalmente de ilusão. Ele, Tuco, Jean, Iodrick e Luthiel entram. León, ainda temeroso, recusa-se a entrar, assim como Layla.

Assim que entram, deixam de ver os demais; ao tentarem se comunicar, suas palavras ecoam ininterruptamente, deixando todos atordoados. Tuco decide retornar mas, percebendo que a porta não está exatamente onde estava quando ele entrou, ajusta sua trajetória, mesmo que isto o leve ao que parece ser uma parede – e sai. Etnos tenta voltar também; sem a mesma percepção, indo em direção ao que achava ser uma porta, dá numa parede, que percebe ser de pedra. Luthiel vai até os livros (um mais grosso, com um olho na capa, e outros dois) e o pega. Iodrick e Jean também não conseguem encontrar a saída.

Etnos vai em direção aos livros, detectando ilusão em todos eles (e na mesa!); abre muitos. Pega um deles (com um olho na capa) e arremessa em direção à porta – ele bate, como se numa parede, e desaparece, reaparecendo na estante. Luthiel anda até a cama e investiga o criado-mudo, nada encontrando. Ele abre sua mochila para tentar ler o livro que pegou, mas ele havia desaparecido.

Etnos investiga as paredes e vai tateando-as, na esperança de conseguir localizar uma saída; acaba conseguindo, surpreendendo os que estavam fora. León fica furioso, tentando destruir a runa. Etnos retorna para tentar ajudar os demais, gritando para que tateiem a parede, depois sai. Dos demais, apenas Iodrick consegue entender seu recado e sai.

Luthiel repara que não parece haver uma fonte de luz no ambiente. Depois de vasculhar o local o tanto que pôde, ele decide ir tateando com o arco; León vê o arco saindo e puxa-o. Usando duas cordas de cerca de 15m, Etnos e Luthiel, após amarrar elas em suas cinturas, voltam ao prédio. Usando as cordas como uma “rede”, rondam o perímetro e conseguem pescar Jean e o puxam para fora.

León arremessa a corda, com um gancho, prendendo-a no telhado do prédio. Tuco, então, sobe pela corda. Etnos procura por pedras, para arremessar e procurar a janela. Vendo-o carregando muitas pedras, León lhe oferece um saco, ao que Etnos pergunta:

- “Por que, tem pedra aí dentro?”

Tuco sobe até o teto, que é de chão liso e firme, como numa laje. Depois ele desce, ficando na altura onde estaria a janela (ele constata que o lugar onde ele vê uma janela é uma ilusão) e tateando, mas nada encontra. Depois tateia o teto, com os mesmos resultados. Etnos procura entradas arremessando as pedras, e também não encontra nada.

Passam-se cerca de duas horas neste processo e escurece. O grupo decide desistir, ao menos por ora, indo ao observatório descansar. No caminho, passam pelo refeitório para pegar madeira para fazer uma fogueira.

“My Redses Stonesessss”

O grupo organiza seus turnos de guarda, mas Layla pede para não participar do rodízio; Luthiel pega um turno duplo. No turno de Jean e Tuco, este último percebe um vulto passando pela porta. Esconde-se, pouco depois ouvindo um sussurro por meio do feitiço message, dizendo para que ele saísse sozinho se quisesse saber informações sobre sua mãe. Tuco avisa Jean para acordar os demais, e sai; ao sair, recebe nova mensagem, dizendo-lhe que deveria ter saído sozinho, e não encontra ninguém.

Todos voltam a dormir. Ficando de guarda novamente com Jean, Tuco resolve fazer uma ronda fora do observatório. Então ele avista novamente o vulto, agora no templo. Este acena para ele e desce, alegando estar feliz de falar a sós; trata-se de um goblin, de postura altiva, maior, mais forte e com o olhar mais vivo do que os de sua espécie. Com os olhos vermelhos, ele revela uma pedra avermelhada encrustrada no lado esquerdo do seu peito, com o mesmo brilho.

Apresenta-se como Styx, e quer a ajuda do grupo. Ele explica que esta pedra, chamada Pedra Rubra, pode ser encontrada em maior número nas minas; é justamente a entrada para estas minas que se abriria com os três artefatos, dos quais Layla possui um. As pedras rubras seriam o tesouro que todos procuram. Ele mesmo não se lembra como conseguiu a sua, mas sabe que ela aumentou todas suas capacidades: sua força, velocidade, inteligência etc., e quer mais, para entender melhor como funcionam – Tuco repara que ele parece obcecado pelas pedras. Ele diz que vem observando o grupo, e que não acha que os demais membros apreciariam sua presença ou confiariam nele, por isto exige que Tuco não fale dele a mais ninguém. Ele também diz que desconfia de Layla, pois ela já esteve por perto em momentos de dificuldade do grupo e nada fez para ajudar.

Pedras em troca de segredos

Styx propõe um acordo: ele ajuda o grupo, inclusive dando pistas sobre como encontrar o caminho no prédio protegido por ilusões, e talvez até interferindo em caso de emergência, mas sob segredo, e contanto que ele possa adquirir outras pedras rubras ao final. Tuco reluta, mas aceita. Styx então o conta que o que a ilusão do prédio oculta é que o andar térreo na verdade é o segundo, e que o prédio prossegue no subterrâneo; eles deveriam retornar lá e procurar por um alçapão. Ele retorna ao observatório, conta a Jean que não encontrou nada, e termina seu turno.

No turno de Etnos e Luthiel, o primeiro decide sair para vasculhar o prédio da escola de abjuração. Este está destruído; mas, indo ao prédio de transmutação, ele encontra um livro que brilha com magia, semelhante ao que encontraram no prédio de necromancia. Etnos enrola este livro em seu lençol e o leva de volta.

De volta a casa

Ao amanhecer, Tuco alega ter tido uma ideia e querer retornar ao prédio com as ilusões. Luthiel considera isto uma perda de tempo e prefere ir à taverna; Jean o acompanha, mas os demais seguem com Tuco. Lá, a única coisa interessante que Luthiel encontra é uma garrafa, que ele avalia como sendo valiosa; enrola em seu lençol e guarda na mochila.

Tuco enrola-se numa corda, segurada por León do lado de fora, e segue vasculhando o chão. Após muito tempo ele encontra um alçapão, para além do qual há uma outra sala, semelhante à ilusória. Tuco amarra a corda na escada que desce do alçapão, sobe e chama os demais para seguirem-no pela corda; León lidera o caminho e, com alguns percalços, todos chegam à sala “verdadeira”.

Brinquedos de gente grande

Esta tem, numa das paredes, uma estante repleta de livros em excelente estado de conservação, bem como dois conjuntos de armadura de placas, cada uma segurando uma maça, com pares de espadas penduradas atrás delas. Oposta a esta, uma despensa, com uma mesa de refeição pequena, para uma pessoa, e uma cama larga, com armação, cortinas, e lençóis, bem conservados, de material excelente (provavelmente seda), ao lado do qual há um baú, fechado com um cadeado. Há um painel, com desenhos intrincados e estranhos, que deixam zonzo quem os vê por muito tempo. Todo o aposento está recheado de objetos valiosos: tapetes, garrafas e pratarias.

León se aproxima das espadas para inspecioná-las; quando está se aproximando, a armadura se move e o ataca. Em seguida as espadas atrás dela, levitado sozinhas, fazem o mesmo; então um dos tapetes igualmente os ataca. O grupo luta contra os objetos animados com alguma dificuldade, mas sai vitorioso, apesar de ferido, em especial Luthiel.

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Universitas

Sessão 07
Mestre: Raposo
Logger: Cebola
Jogadores: Balbi , Fernando, Heitor, Cebola

Reconhecimento

Descendo para a vila o grupo identificou que as casas estavam queimadas e abandonadas há muito tempo, com restos mortais de humanos, elfos e anões. Identificaram também corpos de goblinóides que morreram recentemente. O grupo se dirigiu ao maior prédio da vila e lá encontraram os restos de um grande refeitório, com salas que deviam servir como administração com vários papéis indicando compra de mantimentos.

O mapa

Depois desse prédio foram para o observatório, que se encontrava mais integro devido à sua estrutura mais robusta e lá encontraram um mapa do local com 3 marcações em algumas estruturas. (17, 20 e acima da cachoeira a esquerda)

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Se dirigiram então ao templo e lá encontraram três estátuas, sendo uma de humano, uma de elfo e a última de um anão. O resto do templo estava destruído mas conseguiram encontrar uns 2 castiçais de ouro.

Desconhecido do passado

Nesse momento aparece uma figura humanóide na entrada da vila, no alto do platô de onde desceram. Iodrick avista o vulto e prontamente pede para que se identifique. É uma mulher, que vai caminhando em direção a ele. O grupo, que estava investigando o prédio, sai ao ouvir o chamado de Iodrick.

Ao se aproximar do grupo, a mulher se identifica como Layla e pergunta por Anatel. Desconfiado e sem se identificar, Tuco (Anatel) pergunta o que ela quer com ele e ela então revela que é na verdade a mãe de Anatel. Após uma conversa e cumprimentos não muito calorosos o grupo perguntou o que ela estaria fazendo ali sozinha. Layla explicou que após muitos estudos conseguiu descobrir para que servia o artefato que carregava (na verdade, que ela roubou dos elfos quando Tuco ainda era um bebê, mas ele não sabe) e disse para o grupo que estava em busca dos tesouros que estariam guardados nesta vila. Explicou que havia mais dois artefatos, um guardado pelo humano e outro pelo anão, que serviriam para desativar as armadilhas e revelar o tesouro escondido. Provavelmente o dragão que destruiu a vila também estava procurando estes artefatos, se já não os tinha. Layla explicou que a elfa Nariel que cuidava do terceiro artefato, se teleportou do local para prevenir que o dragão que atacava a Universidade conseguisse colocar as mãos no tesouro.

Continuaram investigando as outras estruturas da vila e se depararam com algumas armadilhas, mas nada de mais grave aconteceu. Seguiram então as marcações no mapa e na primeira estrutura que foram identificaram como a residência da elfa. Como já tinham o artefato que seria dos elfos ignoraram a casa e foram em direção à segunda casa.

O limiar da loucura

No caminho se depararam com uns símbolos no chão (glyphs) que foram identificados por Etnos e assim o grupo os evitou. Já na porta da segunda marcação ouviram algumas vozes, umas agudas outras graves dizendo: “Entrem”; “Não entrem”; confundindo o grupo. Leon resolveu entrar, mas lá dentro estava tudo escuro, por meios mágicos. Uma vez lá dentro Leon teve uma uma visão extremamente real do dragão vermelho voltando e matando todo o grupo. Saiu gritando da casa desesperadamente.

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