Memórias Draconianas

Diabretes, atas e feijão

Sessão 10
Mestre: Balbi
Logger: Heitor
Presentes: Heitor, Cebola, Bhering, Raposo, Fernando, Bruno
Data: ????

Após o combate com Max e a criatura de pedra, o grupo segue para explorar a sala de entrada. Iodrick vigia Layla, que está escondida atrás de uma pilastra, próxima ao anexo; ele se distrai por um momento e ela desaparece completamente de sua vista. Ele segue, então, para a sala principal, onde estão os demais.

Há, na sala, três saídas: dois corredores, à esquerda e à direita (sul e norte, respectivamente), e uma grande porta dupla em frente (oeste). Do corredor da esquerda há uma sensação de calor, e Iodrick detecta pegadas de goblin naquela direção, com traços de sangue. Ele e Tuco vão furtivamente inspecionar. Ao longo do corredor há três murais, que retratam reuniões aparentemente solenes, onde convivem sempre anões, humanos e elfos. O corredor termina em uma sala redonda com um teto em forma de domo, muito bem erigido, e uma mesa retangular de pedra no centro com alguns papéis espalhados; no centro da mesa há um círculo feito de carvão, que ainda emite um forte aroma, como se tivesse estado ativo há pouco. Nas paredes há espaços em baixo relevo onde possivelmente caberiam fontes de luz (lanternas ou tochas). Há também cadeiras de pedra espalhadas pela sala. Iodrick inspeciona o carvão com sua espada curta.

Etnos aproveita para realizar um ritual de detecção de magia. Ele, Tupã, Luthiel e Leon, na sala principal, ouvem duas vozes agudas vindas do corredor sul, conversando em uma língua que não compreendem, e cessam subitamente, como se percebendo a presença de outros. Jean, beirando este corredor, avista poças de cor forte, semelhantes a lava. Ele e Luthiel observam estas poças tomarem forma de pequenos humanóides chifrudos, que afinal são a origem das vozes. Eles avisam os demais na sala, mas, temerosos, decidem chamar Tuco e Iodrick antes de tomar qualquer atitude.

Iodrick sente as cinzas como que voltando a se ativar. Ele as deixa e passa a procurar passagens secretas. Tuco inspeciona os livros e papéis em cima da mesa retangular. São três livros pesados e grandes, escritos cada um em um idioma (elfo, anão e humano), contendo cada um diversas atas de reunião e relatos semelhantes, que provavelmente não saíram da sala. O que mais lhe chama atenção é uma assembleia particularmente conflituosa, com um catedrático e mais três representantes de cada raça, incluindo Harkon, Theodor e Nariel (a fundadora elfa) que deliberava, entre outras coisas, sobre um tesouro e sua guarda. Iodrick, afinal, por pura sorte, apalpa um pedaço de pedra que cede e, ruidosamente, faz surgir uma nova abertura na parede, onde há um livro de capa dura de couro.

Luthiel chega na sala para avisar dos diabretes mas, logo após o aviso, desvia sua atenção para uma das cópias dos livros na mesa. Enquanto os outros também chegam a sala, Luthiel apressadamente se põe a ler o material e, apesar da rápida leitura, percebe que:

1. havia perigo para a escola em guardar o tesouro ali;
2. a grande discussão passa a ser entre anões e elfos, que tinham reinos para onde levar o tesouro e escondê-lo (já que a escola mesmo não parecia adequada);
3. fala-se no tesouro como “futuro”;
4. também se fala em “libertar o tesouro”;
5. em profecias relativas ao tesouro.

Iodrick abre o livro que encontrou escondido, o que causa uma explosão de uma onda de calor, que o fere levemente. Etnos, Leon, Tupã e Jean também chegam à sala. Etnos vê magia no livro que Iodrick abriu e no carvão, este de invocação, o primeiro, abjuração, dizendo que não mexesse mais no livro. Iodrick, no entanto, ainda assim o abre, e a explosão atinge a ele, Jean e Luthiel, que fica gravemente ferido e inconsciente. Jean, lendo a página agora aberta, entende que este livro é um código, mais do que simplesmente escrito em código.

O carvão do centro da sala se reacende e começa a tomar forma. O grupo foge, com León carregando Luthiel, Iodrick e Tuco postados na entrada do corredor, e os demais para dentro dele. Dois diabretes, aparentemente feitos de magma, idênticos àqueles vistos no outro corredor, materializam-se. O grupo rapidamente, com vários feitiços e flechadas, elimina um dos dois diabretes, que explode ao morrer; antes que possam eliminar o segundo, porém, dois novos diabretes surgem do círculo de carvão. León, após deixar o inerte Luthiel em segurança, volta para a frente de batalha, partindo um dos diabretes ao meio (e sofrendo com a explosão). Um dos diabretes recém-surgidos cai vitimado por um feitiço de sono de Jean, enquanto o outro usa um feitiço que aquece a espada de Leon, obrigando-o a largá-la. Etnos usa um feitiço de thunderwave para atacar o diabrete remanescente, ao mesmo tempo em que dispersa o círculo de carvão, que explode, ferindo levemente a ele e a Tuco, que tinha avançado neste ínterim. Luthiel, revivido por uma poção de cura dada por Tupã, levanta-se e mata o último com uma flecha.

Findo o combate, Tuco e Iodrick vão investigar o outro corredor em busca dos diabretes. Nada encontram onde eles antes estiveram, e seguem. Adiante veem um nicho, quase adjacente à sala no final do corredor, com uma espécie de tubo de pedra, como se fosse um ábaco de pedra. A sala é semelhante à anterior, mas é uma espécie de depósito, com diversos barris, caixas etc. de mantimentos como minérios, quase todas abertas ou mesmo destruídas. Há também pedaços de corpos humanóides, provavelmente goblins, e algumas caveiras; na parede, do lado oposto ao do corredor, há um buraco, aparentemente produzido por forças externas. É deste buraco que vem o calor que o grupo sentiu antes; dele emana também luz avermelhada forte. Iodrick se aproxima e vê um corredor descendente, de onde vêm gemidos de sofrimento, como se de vítimas de tortura. Os dois retornam para a outra sala e contam aos demais o que viram e ouviram.

Enquanto o grupo está tentando decidir o que fazer, as armaduras de Tupã e Leon começam a brilhar e esquentar, causando grandes ferimentos em ambos. Luthiel avista dois diabretes pelo corredor, e usa shatter e depois, sleep, para tirá-los de combate. Tuco os mata com flechas. Depois disto, todos decidem que precisam descansar. Após muita discussão sobre onde fazê-lo, decidem ficar na sala de assembleia, mesmo. Iodrick usa um feitiço para colocar um alarme audível na entrada e revezam ele, Tuco, Luthiel e Jean de guarda. Usa também um goodberry e produz três frutas recuperadoras.

Logo no primeiro turno, de Iodrick, o alarme soa, despertando todos os membros do grupo. 8 poças de magma surgem no corredor. Luthiel toca sua flauta mágica, deixando cinco dos oito diabretes com medo; estes fogem de volta na direção do buraco na sala do outro corredor. O restante do grupo, embora sofrendo pesado dano com poderes de fogo de dois dos três diabretes, especialmente Leon, na linha de frente, rapidamente os elimina e foge da casa, descendo de volta pela corda, em direção ao observatório. Lá conseguem afinal descansar por 8 horas.

Ao amanhecer, Luthiel vai para fora do observatório e planta um dos feijões do Bag of Many Beans. Deste, brota uma criatura quadrúpede, com uma carapaça pontiaguda e larga mandíbula (um tatubarão, como Luthiel o batiza). O grupo tenta se espalhar, mas antes de conseguir, a criatura dá um salto, ferindo gravemente com seu peso e uma chuva de pedras Iodrick, Etnos e Leon. Tuco, que havia se escondido, revela sua posição com flecha certeira e corre, atraindo a criatura para a plantação próxima, onde Tupã se refugiava; a criatura salta em cima de Tupã e o derruba inconsciente. Tuco segue o atraindo e atirando, ajudado por Luthiel e Iodrick, que fazem o mesmo, até que a criatura afinal cai morta.

Findo o combate, Leon, Tupã e Tuco vão tirar satisfação com Luthiel pelo que consideram uso irresponsável do Bag of Beans. Acuado, Luthiel usa sua flauta, levando todos os três a fugirem assustados. Etnos, então, o paraliza com um feitiço.

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