Memórias Draconianas

A residência de Harkon

Sessão 08
Mestre: Cebola
Logger: Heitor
Presentes: Raposo, Balbi, Fernando, Heitor.
Data: 03/06/2015

Léon, saindo dos efeitos da ilusão causada pela magia de proteção da sala, cisma que o dragão ainda está na montanha. Os restantes tentam dissuadi-lo. Preocupado, Etnos pede para que aguardem que ele prepare um ritual para detectar a presença de magia no local antes de tentar entrar novamente.

A morte é a única que está de pé

Enquanto isto, Luthiel, Tuco e Iodrick vão explorar as doze casas enfileiradas, ao centro do local. De todas, apenas duas não estão totalmente destruídas – as duas mais na ponta. Entrando na primeira casa, Tuco percebe, pelos livros e materiais usados, que se tratava de uma escola de necromancia. Numa seção com o teto rebaixado, Tuco avista um corpo estranhamente ressecado de goblin, segurando um tomo. Usando mage hand, ele remove o livro (acompanhado das mãos do goblin) e o inspeciona; não chegando a nenhuma conclusão, o carrega – usando o mage hand ainda – para que Etnos o inspecione.

Etnos detecta magia necromântica no livro, que ele deduz ser um livro de feitiços. Temeroso de que o mesmo tenha sido a causa da morte do gobling, ele o enrola em um bed roll e o guarda numa sacola.

Mais do que parece, menos do que aparenta

Usando o feitiço no prédio que seria a residência de Harkon, Etnos detecta muitos feitiços, principalmente de ilusão. Ele, Tuco, Jean, Iodrick e Luthiel entram. León, ainda temeroso, recusa-se a entrar, assim como Layla.

Assim que entram, deixam de ver os demais; ao tentarem se comunicar, suas palavras ecoam ininterruptamente, deixando todos atordoados. Tuco decide retornar mas, percebendo que a porta não está exatamente onde estava quando ele entrou, ajusta sua trajetória, mesmo que isto o leve ao que parece ser uma parede – e sai. Etnos tenta voltar também; sem a mesma percepção, indo em direção ao que achava ser uma porta, dá numa parede, que percebe ser de pedra. Luthiel vai até os livros (um mais grosso, com um olho na capa, e outros dois) e o pega. Iodrick e Jean também não conseguem encontrar a saída.

Etnos vai em direção aos livros, detectando ilusão em todos eles (e na mesa!); abre muitos. Pega um deles (com um olho na capa) e arremessa em direção à porta – ele bate, como se numa parede, e desaparece, reaparecendo na estante. Luthiel anda até a cama e investiga o criado-mudo, nada encontrando. Ele abre sua mochila para tentar ler o livro que pegou, mas ele havia desaparecido.

Etnos investiga as paredes e vai tateando-as, na esperança de conseguir localizar uma saída; acaba conseguindo, surpreendendo os que estavam fora. León fica furioso, tentando destruir a runa. Etnos retorna para tentar ajudar os demais, gritando para que tateiem a parede, depois sai. Dos demais, apenas Iodrick consegue entender seu recado e sai.

Luthiel repara que não parece haver uma fonte de luz no ambiente. Depois de vasculhar o local o tanto que pôde, ele decide ir tateando com o arco; León vê o arco saindo e puxa-o. Usando duas cordas de cerca de 15m, Etnos e Luthiel, após amarrar elas em suas cinturas, voltam ao prédio. Usando as cordas como uma “rede”, rondam o perímetro e conseguem pescar Jean e o puxam para fora.

León arremessa a corda, com um gancho, prendendo-a no telhado do prédio. Tuco, então, sobe pela corda. Etnos procura por pedras, para arremessar e procurar a janela. Vendo-o carregando muitas pedras, León lhe oferece um saco, ao que Etnos pergunta:

- “Por que, tem pedra aí dentro?”

Tuco sobe até o teto, que é de chão liso e firme, como numa laje. Depois ele desce, ficando na altura onde estaria a janela (ele constata que o lugar onde ele vê uma janela é uma ilusão) e tateando, mas nada encontra. Depois tateia o teto, com os mesmos resultados. Etnos procura entradas arremessando as pedras, e também não encontra nada.

Passam-se cerca de duas horas neste processo e escurece. O grupo decide desistir, ao menos por ora, indo ao observatório descansar. No caminho, passam pelo refeitório para pegar madeira para fazer uma fogueira.

“My Redses Stonesessss”

O grupo organiza seus turnos de guarda, mas Layla pede para não participar do rodízio; Luthiel pega um turno duplo. No turno de Jean e Tuco, este último percebe um vulto passando pela porta. Esconde-se, pouco depois ouvindo um sussurro por meio do feitiço message, dizendo para que ele saísse sozinho se quisesse saber informações sobre sua mãe. Tuco avisa Jean para acordar os demais, e sai; ao sair, recebe nova mensagem, dizendo-lhe que deveria ter saído sozinho, e não encontra ninguém.

Todos voltam a dormir. Ficando de guarda novamente com Jean, Tuco resolve fazer uma ronda fora do observatório. Então ele avista novamente o vulto, agora no templo. Este acena para ele e desce, alegando estar feliz de falar a sós; trata-se de um goblin, de postura altiva, maior, mais forte e com o olhar mais vivo do que os de sua espécie. Com os olhos vermelhos, ele revela uma pedra avermelhada encrustrada no lado esquerdo do seu peito, com o mesmo brilho.

Apresenta-se como Styx, e quer a ajuda do grupo. Ele explica que esta pedra, chamada Pedra Rubra, pode ser encontrada em maior número nas minas; é justamente a entrada para estas minas que se abriria com os três artefatos, dos quais Layla possui um. As pedras rubras seriam o tesouro que todos procuram. Ele mesmo não se lembra como conseguiu a sua, mas sabe que ela aumentou todas suas capacidades: sua força, velocidade, inteligência etc., e quer mais, para entender melhor como funcionam – Tuco repara que ele parece obcecado pelas pedras. Ele diz que vem observando o grupo, e que não acha que os demais membros apreciariam sua presença ou confiariam nele, por isto exige que Tuco não fale dele a mais ninguém. Ele também diz que desconfia de Layla, pois ela já esteve por perto em momentos de dificuldade do grupo e nada fez para ajudar.

Pedras em troca de segredos

Styx propõe um acordo: ele ajuda o grupo, inclusive dando pistas sobre como encontrar o caminho no prédio protegido por ilusões, e talvez até interferindo em caso de emergência, mas sob segredo, e contanto que ele possa adquirir outras pedras rubras ao final. Tuco reluta, mas aceita. Styx então o conta que o que a ilusão do prédio oculta é que o andar térreo na verdade é o segundo, e que o prédio prossegue no subterrâneo; eles deveriam retornar lá e procurar por um alçapão. Ele retorna ao observatório, conta a Jean que não encontrou nada, e termina seu turno.

No turno de Etnos e Luthiel, o primeiro decide sair para vasculhar o prédio da escola de abjuração. Este está destruído; mas, indo ao prédio de transmutação, ele encontra um livro que brilha com magia, semelhante ao que encontraram no prédio de necromancia. Etnos enrola este livro em seu lençol e o leva de volta.

De volta a casa

Ao amanhecer, Tuco alega ter tido uma ideia e querer retornar ao prédio com as ilusões. Luthiel considera isto uma perda de tempo e prefere ir à taverna; Jean o acompanha, mas os demais seguem com Tuco. Lá, a única coisa interessante que Luthiel encontra é uma garrafa, que ele avalia como sendo valiosa; enrola em seu lençol e guarda na mochila.

Tuco enrola-se numa corda, segurada por León do lado de fora, e segue vasculhando o chão. Após muito tempo ele encontra um alçapão, para além do qual há uma outra sala, semelhante à ilusória. Tuco amarra a corda na escada que desce do alçapão, sobe e chama os demais para seguirem-no pela corda; León lidera o caminho e, com alguns percalços, todos chegam à sala “verdadeira”.

Brinquedos de gente grande

Esta tem, numa das paredes, uma estante repleta de livros em excelente estado de conservação, bem como dois conjuntos de armadura de placas, cada uma segurando uma maça, com pares de espadas penduradas atrás delas. Oposta a esta, uma despensa, com uma mesa de refeição pequena, para uma pessoa, e uma cama larga, com armação, cortinas, e lençóis, bem conservados, de material excelente (provavelmente seda), ao lado do qual há um baú, fechado com um cadeado. Há um painel, com desenhos intrincados e estranhos, que deixam zonzo quem os vê por muito tempo. Todo o aposento está recheado de objetos valiosos: tapetes, garrafas e pratarias.

León se aproxima das espadas para inspecioná-las; quando está se aproximando, a armadura se move e o ataca. Em seguida as espadas atrás dela, levitado sozinhas, fazem o mesmo; então um dos tapetes igualmente os ataca. O grupo luta contra os objetos animados com alguma dificuldade, mas sai vitorioso, apesar de ferido, em especial Luthiel.

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