Memórias Draconianas

A Casa de Theodor

Sessão 09
Mestre: Heitor
Logger: Balbi
Presentes: Raposo, Cebola, Fernando, Heitor, Bruno, Bhering.
Data: ????

Próximos mestres: Balbi, Heitor, Cebola, Raposo, Bhering, Bruno e Fernando

Na Casa de Harkon

Etnos faz ritual de detect magic e não percebe nada brilhando na sala.

Luthiel percebe que os livros estão mexidos nas estantes. Muitos volumes com anedotas, alguns contos de fadas élficos, nada em especial ou raro. Há um épico draconico, poemas e outros livros desorganizados.

Há um painel acima da lareira, um quadro estranho que intriga Leon, que passa um tempo tentando entender aquilo, até cansar e deitar enrolado no tapete que antes tentara sufocá-lo.

Tupã começa a procurar passagens secretas e analisar a construção. Pela exatidão e excelência dos cortes das pedras, fica claro que não é apenas um trabalho anão; é um trabalho que também utilizou magia.

Tuco passa a analisar uma arca muitíssimo bem feita, em madeira nobre, e percebe que está bem trancada e possui um selo arcano com uma assinatura aparentemente bem antiga, provavelmente de Harkon, o dono da casa.

Com cuidado, utiliza mage hand e abre o baú. Há poucas coisas lá dentro. Algumas moedas de ouro, 1.300 mais exatamente. Passa a investigar se há um fundo falso e percebe que há de fato. Com o auxílio de Tupã, levanta o fundo falso, mas não há nada embaixo.

O grupo sai de lá levando a prataria que enfeitava a sala; um conjunto de 10 itens valendo no total cerca de 1.000 gp e se dirige para a casa do anão no alto da cachoeira. Conforme se aproximam, reparam que é bem grande, um pé direito incrivelmente alto, com um anexo que possui uma chaminé e um moinho. Mais uma obra impressionante de anões complementado por magia, com arquitetura bem elegante e imponente. No alto da casa, há 3 estátuas. A do meio, parece um anão de robe, com uma mão pra cima e um tomo na outra. Nas extremidades, uma escultura de um anão com uma forja e na outra a de um anão com um machado. As linhas artísticas são retas, fortes e imponentes e as figuras têm proporções de anões, mas não chegam a detalhar isto especificamente, sendo as proporções das estátuas que delatam a natureza das criaturas retratadas.

Layla encontra o grupo e conversam sobre a casa do mago ilusionista. Pensam que o mago pode ter saído de lá com o que de valioso guardava no fundo falso do baú quando Roussef – o dragão – atacou.

Enfrentando o paredão

Chegando à cachoeira, Tupã utilizando a corda e o gancho de Leon, tenta escalar, mas despenca do alto e se machuca. O fighter então sobe com sucesso.

Enquanto isso, Jean percebe a partir da cachoeira um pequeno caminho que sobe talhado no perfil da pedra, quase imperceptível, delimitando um raio em torno da casa do anão. Etnos pensa que pode ser um ward ou algum tipo de demarcação arcana. Grita para Leon e avisa sobre esta possibilidade. Quando ouve isso, um medo incontrolável toma conta do guerreiro que desce esbravejando sem parar a respeito de criaturas malditas que estariam à espreita.

Presumindo que seja este o efeito de proteção da casa, o grupo resolve tentar subir novamente, mas fora da área protegida. Tuco retira o gancho lá de cima e traz novamente para baixo.

Tupã joga o gancho e sente ele firme. Ledo engano. Novamente, quando chega em certa altura, o gancho revela-se mal preso e solta-se quando o anão estava quase lá em cima, despencando. Etnos tenta subir mas com medo de se estatelar no chão desiste.

Iodrick insiste que devia haver uma forma mais fácil de subir, visto que não fazia sentido alguém precisar escalar aquele paredão para chegar à casa do anão. Layla dá razão ao rangeiro e passa a procurar alguma passagem secreta ou porta oculta na pedra.

Etnos consegue subir e fica a reconhecer o local. Enquanto observa, percebe de longe um vulto e ouve uma voz em sua mente perguntando quem o mandou e se havia sido enviado de Roussef. Ou dos goblins. Fala em língua anã. O mago conta que não é enviado de ninguém e que está lá por interesses arcanos, tentando mostrar-se pacífico. A voz se apresenta como Max, sentindo mais confiança no mago, que pede autorização para entrar e consegue por ser anão, as proteções não o afetariam. É avisado, porém, que se pegar algo da casa de Theodor, sofrerá com as consequëncias.

Leon dá falta de Layla, que aparentemente sumiu debaixo da cachoeira. Avisa os demais de
forma alarmista, que correm para lá. Molham-se e procuram por algo, mas nem vestígios da
mãe de Tuco.

Lá em cima, Max pergunta o que Etnos sabe sobre o massacre de Roussef. Depois que o
mago revela estar acompanhado e fala de Layla, a voz fica irritada e anuncia que Etnos está sendo usado, depois some.

Tupã tenta subir novamente e finalmente consegue. Os demais sobem, exceto Iodrick e Leon, que se ocupam em procurar Layla. O rangeiro segue os últimos rastros da mulher até uma parte mais úmida, saindo da cachoeira, e escala. Passa a subir atrás dela. Leon sobe por último, guiado pelo meio-elfo.

A casa de Theodor

De dentro da casa de Theodor sai um raio que explode perto. Etnos não identifica aquilio como magia e acha estranho. Ordena que Max pare e ele responde chamando o mago de tolo, que fala para todos a respeito de seu perigoso interlocutor.

Tupã utiliza taumaturgia, faz o chão tremer e com uma voz potentíssima clama por ajuda de Max, que passa a se comunicar mentalmente com o clérigo, pedindo sua ajuda para proteger importante tesouro anão do grupo com quem anda. O sacerdote tenta por meio de bajulação convencê-lo a permitir a passagem do grupo, mas ele se irrita.

A trilha de Layla mostra que ela está a circular o perímetro da marcação arcana em volta da casa, aparentemente invisível.

O grupo resolve invadir a zona demarcada pelo ward e sentem efeitos que confundem suas
mentes. Tupã sente arrepios ao ver em sua mente dois olhos sinistros, de diferentes tamanhos, Jean é atacado por pensamentos confusos, mas conseguem se concentrar.

De repente, assim que Luthiel fala sobre o anexo, todos ouvem um trovão e um berro de
mulher. Max fica agitado, certo do ataque dos invasores. Leon percebe uma pedra ao lado da casa, bem perto de Etnos, Luthiel e Jean, se transformando em uma atarracada criatura humanóide levemente mais larga que um anão. O guerreiro avisa nervosamente e todos se preparam para o que parece um combate eminente.

Iodrick com iniciativa atira uma flecha certeira que não parece causar muito dano. De repente desmoronam alguns pedregulhos da encosta e se transformam em outra criatura humanóide de pedra, identificado pela maioria do grupo como um elemental.

Etnos identifica a criatura como um Galeb Dur, um espírito elemental aprisionado em um meio físico, que consegue invocar outros semelhantes e mantê-los vivos enquanto neles se
concentrar.

Tupã faz uma magia de shatter que danifica a criatura principal e um pouco menos seu duplo, sendo alvo em seguida de algum efeito que quase consegue impedir seus movimentos, mas consegue superar com força. Já Luthiel é alvo de um raio que sai da janela leste e sofre com seus efeitos mas devolve uma magia de shatter semelhante à de Tupã, que desta vez afeta mais a cópia que o original.

Leon corre em direção às criaturas e no caminho atinge uma com um dardo, logo depois Iodrick acerta mais uma flecha no mesmo alvo. A cópia investe na direção do guerreiro e o
original na direção de Tupã, atingindo-o com um pesado soco que desencadeiam um choque da proteção que o sacerdote tinha investida em si.

Etnos mira no Galebdur principal e lança um míssel mágico que o abala bastante, mas não
ainda o suficiente para destruí-lo. Leon é novamente atingido pelo efeito de medo e foge com medo, enquanto Jean utiliza seu wand of magic missile e atinge a criatura, que dá sinais de que não aguentará mais muito tempo. Apesar disso, ainda suporta outra flechada certeira de Yodrick e ainda desfere outro bruto golpe na têmpora de Tupã, que cai em colapso.

Jean é alvo de outro raio que o atinge e queima suas sobrancelhas. Etnos percebe um pequeno tentáculo com um olho na ponta espiando pela janela, que identifica imediatamente como uma aberração ou criatura extraplanar.

Luthiel usa seu pipes of haunting e parece que o feitiço virou contra o feiticeiro: ele que sofreu os efeitos de medo enquanto Tuco acerta a criatura de pedra com sua flecha e a destrói, fazendo a cópia desmontar numa pilha de pedras.

Leon corre para junto de Tupã para resgatar seu corpo. Enquanto isso, uma criatura rosada se estica da casa e se revela flutuando, com dois olhos na ponta de tentáculos espreitando. Um deles mirando Jean e outro Etnos, que são alvos de magias. Jean parece resistir a efeitos mágicos enquanto o anão sofre com um raio.

Tuco mira na monstruosidade e erra. Leon tenta arrombar a porta da casa onde está o monstro mas falha. Jean faz feitiço de darkness em uma moeda, envolvendo-se em escuridão, enquanto Iodrick segue a trilha deixada por Layla.

O monstro volta a tentar se esconder mas sua posição não lhe cobre totalmente e passa a
xingar todos descontroladamente em anão na mente de todos que estão dentro da demarcação mágica. Ignorando seus brados, Etnos faz um firebolt na porta para destruí-la, tendo sucesso apenas em incendiá-la. Leon completa o serviço, e a porta destruída revela uma sala de estar com objetos e arrumação bem conservados. A mobília é de característica anã bem simples. Há tapetes vermelhos e uma escada ao fundo, à esquerda. O pé direito é imenso, a uns 15 pés de altura. Um corredor à esquerda outro à direita. Algo peculiar: era esperado encontrar a criatura na janela mas ela não está lá. Fica claro para Etnos que a parede interna é inclinada para dentro e que há uma parede perpendicular ao chão por fora, ficando a criatura, provavelmente, neste ângulo entre as duas paredes, utilizando a janela.

Luthiel cura Tupã, que entra na casa. Max sai pela janela revelando ter mais dois olhos e
Luthiel aproveita para lançar-lhe muitos xingamentos com o feitiço de Vicious Mockery. Tuco ataca a criatura com sua rapier e fura seu corpo macio. Leon, percebendo que o combate começou, sai correndo de casa e acerta uma espadada no ser redondo, que sofre.

Jean termina o serviço com seu wand of magic missiles e derrota a criatura.

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